| Postado pôr: Washington Luiz Machado dos Anjos http://tecnociencia.inf.br/tecnico/wluiz | |
| Wednesday, 16 June 2010 | |
| Na área da informática e principalmente em manutenção de hardware, seja qual for o equipamento, associa-se sempre o termo "eletricidade estática". Ao ler qualquer tutorial ou livro relacionado ao assunto logo no início temos um aviso: "cuidado com a eletricidade estática" ou "cuidado com ESD" Por isso vamos explicar o que significa realmente isso. Todo o material, inclusive o nosso corpo, tem a capacidade de acumular cargas elétricas. Uma das formas de gerar esta carga é pelo atrito, desta maneira sempre que esfregamos um material a outro estamos gerando eletricidade. Exp.: ao caminhar esfregamos os pés ao solado do sapato, a sola do sapato ao piso, a roupa que usamos esta constantemente em atrito com nosso corpo, trabalhando ou manuseando qualquer material estamos produzindo eletricidade. O nosso corpo é naturalmente neutro, mas pelo atrito com outros materiais é eletrizado modificando seu potencial (ficando eletricamente positivo ou negativo) e causando um desequilíbrio em relação à Terra, pois a terra possui um valor absoluto igual a zero.Para reestabelecer este equilíbrio a natureza se manifesta fazendo com que o corpo eletricamente carregado emita pequenas descargas elétrica ou faíscas em direção a outro com potencial mais baixo deixando-o neutro novamente. Estas descargas eletrostáticas chamamos de "ESD". Por isso nosso corpo esta constantemente sendo carregado de eletricidade estática, mas também esta constantemente descarregando esta eletricidade com outros materiais. O fato de não estarmos em contato direto com a Terra (por uso de materiais isolantes como carpetes, pisos plásticos, etc..) faz com que acumulamos mais eletricidade estática.Esta eletricidade estática acumulada em nosso corpo não traz danos à saúde e nem causa choque por ser uma descarga muito rápida da ordem de bilionésimo de segundos e amperagem muito baixa. Assim como descarregamos a eletricidade estática do nosso corpo constantemente para outros materiais, também ocorre ao manusearmos equipamentos relacionados à área da informática como placa mãe, processador, memória, placas de expansão e chips em geral. Desta maneira por serem equipamentos muito sensíveis que trabalham com baixíssima tensão todo cuidado é pouco e os avisos devem ser levados a sério. Qualquer descarga de eletricidade estática por pequena que seja podem causar danos fatais ocasionando a queima de circuitos e paralisando totalmente o equipamento. Também ocorre em determinadas situações danos parciais dando erros de funcionamento ou diminuição do tempo de vida útil. Umidade relativa do ar: Este fator influência no acúmulo de eletricidade estática e costuma-se ouvir erroneamente que ela esta presente somente em ambientes de ar seco, o que não é verdade. Pode-se dizer que quanto maior a umidade relativa do ar menor será a voltagem da eletricidade estática acumulada no corpo, mas o problema continua existindo, embora em grau menor. Como ninguém quer correr o risco de perder um módulo de memória ou uma placa mãe, por exemplo, é preciso seguir as normas mesmo assim.A eletricidade estática se acumula também em materiais como plástico, borracha ou outros e por isso o uso de luvas não impede descargas elétricas. Cuidados: Antes de iniciarmos qualquer tarefa de manutenção em um micro precisamos descarregar a eletricidade estática presente no nosso corpo, que pode ser feito colocando as mãos sobre um objeto metálico ligado ao solo, ou sob o gabinete metálico do micro quando este estiver ligado a uma tomada aterrada. Durante o procedimento devemos tocar o gabinete do micro com as duas mãos diversas vezes, manusear os equipamentos sem tocar nos chips ou circuitos segurando-os pelas bordas, não trabalhar sob piso de carpetes ou usando roupas de lã e não ficar esfregando as mãos no cabelo.Para um trabalho seguro e risco próximo do zero foram desenvolvidos diversos equipamentos: Pulseira anti-estática: Ao colocar esta pulseira ela descarrega a eletricidade do seu corpo para um ponto aterrado. O terminal da pulseira deve ser conectado a um fio terra para um grau maior de eficiência. Luvas anti-estática: Luvas feitas de materiais especiais com filamentos condutivos. Tem a função de dissipar a eletricidade estática. Manta anti-estática: Usada para aplicações em bancadas ou mesa de trabalho, confeccionada com borracha anti-estática com três camadas e fio de aterramento. Avental anti-estático: Avental ou jaleco conveccionados com materiais especiais anti-estático dissipativo. Tapetes anti-estático: Tapete condutivo construído em borracha condutiva de alta qualidade possui dois cabos de aterramento e permite uma rápida drenagem da eletrostática para a terra.Concluímos, portanto, que a eletricidade estática realmente existe, a ciência comprova e os avisos são válidos. Todo o cuidado é pouco. |
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Entendendo a eletricidade estática
terça-feira, 27 de julho de 2010
Diploma de tecnólogo vale em concurso e pós
SÃO PAULO - O diploma de graduação dos tecnólogos tem validade para participação em concursos públicos, esclarece o ministério da educação.
O diploma desta modalidade de curso superior em tecnologia também é válido normalmente para quem pretende dar continuidade aos estudos, por meio de programas de pós-graduação lato sensu (especialização e MBA) e stricto sensu (Mestrado e Doutorado), garante o MEC.
A existência de muitas dúvidas entre os graduandos sobre a validade do documento obrigou o ministério a esclarecer o assunto.
"Não há restrição legal quanto ao tecnólogo fazer pós-graduação", ressalta o coordenador de regulação da educação profissional e tecnológica do MEC, Marcelo Feres. "É preciso ter em mente também que o egresso pode dar continuidade aos estudos, independentemente de títulos acadêmicos", esclarece.
O que é Tecnólogo
A exemplo dos cursos de bacharelado e licenciatura, os cursos superiores de tecnologia, que formam os chamados tecnólogos, têm como requisito para o seu ingresso a conclusão do ensino médioA diferença é que bacharéis e licenciados recebem uma formação mais generalista, enquanto os tecnólogos obtêm especialização profissional em áreas específicas.
Outra diferença se refere à duração do curso. As graduações tradicionais levam de quatro a seis anos para serem concluídas, ao passo que os cursos superiores de tecnologia têm curta duração (em média, dois anos), o que acaba sendo um atrativo para os estudantes interessados em ingressar mais rapidamente na vida profissional.
Voltados para a formação especializada, os cursos superiores de tecnologia representam 16% da oferta de graduação no país, de acordo com o ministério da educação.
Os cursos tecnológicos existem no Brasil desde a década de 60 do século passado. Nos últimos anos, a procura aumentou. O número de alunos matriculados cresceu, entre 2002 e 2008, de 81,3 mil para 421 mil, segundo dados do censo da educação superior.
Entre os cursos mais procurados estão os de gastronomia, automação industrial, análise e desenvolvimento de sistemas, radiologia e gestão de recursos humanos.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Backup do seu GoogleMail localmente com getmail
Backup up your GoogleMail locally with getmail
Autor original: Ryan Cartwright
Publicado originalmente no: freesoftwaremagazine.com
Tradução: Roberto Bechtlufft
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Para a infelicidade de seus concorrentes, o Gmail parece ter se tornado quase tão sinônimo de email quanto o Google se tornou de mecanismo de busca. Outro dia mesmo meu filho de seis anos me contou como ele "googlou" para fazer um trabalho no colégio. O Gmail é uma ferramenta útil, e que oferece muitas vantagens em relação às contas de email cliente-servidor tradicionais, especialmente para quem está sempre em trânsito. Para ser honesto, quase todo serviço de webmail oferece essas vantagens. Só estou me focando no Gmail porque, pelo que eu vejo, ele é o mais popular. Mas o Gmail tem uma desvantagem: todas as suas mensagens ficam armazenadas nos servidores do Google. Se você perder o acesso ao serviço do Google ou à sua conta, perde todos os seus emails. Mas não tema, amante do software livre, porque a cavalaria vem aí, liderada por um programa muito útil chamado getmail.
O getmail é uma ferramenta de linha de comando que obtém email de servidores remotos e guarda tudo em um armazenamento local. Esse armazenamento pode ser um arquivo mbox ou um diretório Maildir. Eu prefiro o Maildir, porque com o mbox todo o meu email fica dependente de um único arquivo.
Instalação
Para ser franco, não sei porque eu ainda incluo uma seção de instalação nestes artigos. É moleza instalar software nos sistemas GNU/Linux modernos, e presumo que a maioria dos meus leitores esteja usando um. Faça uma busca por getmail no seu gerenciador de pacotes favorito e faça a instalação. Se preferir, você pode baixar o código fonte na página do getmail e compilar por conta própria. Eu só usei mesmo um apt-get install getmail no terminal. O getmail tem algumas dependências. Como o programa é um script em python, você vai precisar do Python 2.4.
Configuração do Gmail
Para que o getmail baixe os dados do Gmail, você precisa pedir ao Google que libere o acesso externo ao sistema dele. O getmail tem suporte a contas de email POP3, POP3 com SSL, IMAP4, IMAP4 com SSL e SDPS, seja na forma de uma conta única ou de múltiplas contas em uma única caixa de entrada. Neste tutorial vou usar o POP3, mas o Gmail também tem suporte a IMAP.
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Primeiro faça logon no Gmail e clique em
Configurações(na parte superior direita); -
Clique na guia
Encaminhamento e POP/IMAP; -
Selecione
Ativar POP para todos os e-mails(mesmo os que já foram baixados). Depois você pode voltar e mudar paraAtivar POP para e-mails que chegarem a partir de agora, mas por enquanto queremos fazer backup do Gmail todo (veja a observação no fim do artigo); -
Escolha uma opção apropriada na etapa 2. Eu deixei
Manter cópia do Gmail na caixa de entrada; -
Clique em
Salvar alterações.
Configuração do getmail
Você pode usar parâmetros de linha de comando para que o getmail baixe seu email, mas como essa operação provavelmente vai ser repetida várias vezes é melhor criar um arquivo de configuração para o getmail. Se você não informar o caminho completo para o arquivo de configuração, o getmail vai presumir que ele esteja no seu diretório padrão. Na maioria dos sistemas, o padrão é o diretório .getmail no diretório home do usuário. Obviamente, você pode guardar os arquivos onde preferir, desde que eles possam ser lidos pelo usuário que está usando o getmail. Se não for informado o caminho do arquivo de configuração, o padrão será ~/.getmail/getmailrc ("~" é um atalho para o diretório home do usuário atual). Para tornar as coisas mais simples, vamos usar esse arquivo mesmo, mas se você tiver várias contas pode criar vários arquivos de configuração e pedir ao getmail que os use, começando o comando assim: getmail -r <arquivo_de_configuração>.
Vamos criar um arquivo ~/.getmail/getmailrc e digitar o conteúdo a seguir nele, substituindo o endereço do Gmail pelo seu:
type = SimplePOP3SSLRetriever
server = pop.gmail.com
username = SeuEndereçoDoGmail
[destination]
type = Maildir
path = ~/gmailBackup/
[options]
verbose = 1
message_log = ~/.getmail/gmail.log
A linha message_log é opcional, mas pode ser útil se você quiser conferir o que o getmail fez. Há outras opções que talvez possam ser interessantes para você. A configuração de tipo (type) pode ser Maildir ou mbox, e o caminho (path) pode ser qualquer diretório/arquivo ao qual o usuário que vai usar o getmail tenha acesso para escrita. A opção verbose dita a quantidade de informações enviadas para o terminal durante a execução do getmail. Se o valor for 1, o getmail vai mostrar na tela as mensagens que está recebendo. As outras opções são 0 (que só exibe avisos) e 2 (que exibe tudo). Acho que 1 é um bom meio termo.
Execução do getmail
Depois de criado o arquivo de configuração, você pode executar o getmail. Abra um terminal, digite getmail e aperte Enter. Caso tenha dado outro nome ao arquivo de configuração, diga ao getmail que nome é esse com o comando getmail -r nomedoarquivo. Se o arquivo não estiver no diretório padrão, digite o caminho completo: getmail -r /caminho/para/o/arquivo. Quando executado, o getmail pede sua senha do Gmail. Se não quiser digitar a senha sempre que rodar o comando, você pode incluí-la na seção "retriever" do arquivo de configuração. Abaixo da linha com o nome do usuário, digite password = SuaSenhaDoGmail. Eu não faço isso, porque se alguém pegar meu laptop vai poder acessar minha conta do Gmail, mas se você rodar o getmail como um trabalho do cron (ou seja, como um evento agendado) provavelmente vai ter que colocar essa linha no arquivo.
Sempre que você rodar o getmail, ele vai baixar todo o email que não tiver visto anteriormente. Pela forma como o Gmail é configurado, os emails que você envia estão na mesma caixa de correio dos emails que você recebe. Isso quer dizer que o getmail baixa a pasta All mail do Gmail. Ele não baixa nada da pasta de Spam. Depois de baixar seus emails para o computador, você pode querer ler esse email todo. Basta apontar praticamente qualquer cliente de email para o arquivo ou diretório de backup. Para manter as coisas simples, eu uso o excelente mutt, já que ele oferece acesso rápido e simples, sem a necessidade de configurar contas e afins, como acontece com alguns clientes de email para desktops.
Automatização do processo
Se você usa muito o Gmail, provavelmente vai querer fazer esse backup com alguma frequência. É claro que você pode lembrar de fazer esse procedimento vez ou outra, mas também dá para usar a ferramenta cron do seu sistema da família Unix para automatizar o backup. Não vou meter um tutorial do cron aqui no meio, então só vou dar algumas instruções simples. Digite crontab -e em um terminal, e seu arquivo cron vai abrir em um editor de textos. É nele que você vai incluir os comandos que quer executar em horários agendados. Vá até o fim do arquivo e inclua esta linha:
O formato de comandos do cron é minuto hora dia_do_mês mês dia_da_semana comando, então a linha acima vai rodar o getmail todo dia útil de todo mês, às 10:10 h (o "*" é um curinga). Note que você tem que incluir o caminho completo para os arquivos de configuração que estiver usando. O "~" nem sempre funciona no ambiente do cron. É claro que você não precisa especificar arquivo nenhum se estiver usando o arquivo padrão, mas é melhor prevenir do que remediar. O 1>/dev/null no final é para descartar qualquer saída que o comando produza. Podemos usar isso aqui porque o getmail está registrando tudo em seu log mesmo. Se não fizéssemos isso, o sistema provavelmente enviaria um email para você com a lista dos emails baixados. Erros provenientes da execução do comando (caso você tenha digitado o comando errado, por exemplo) serão enviados, mas é possível descartá-los mudando > /dev/null para 2&1> /dev/null.
Observações e pegadinhas
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Abrir o acesso POP em sua conta do Gmail deixa a conta menos protegida. Alguém mal intencionado ainda precisaria da sua senha para baixar seu email, mas não deixa de ser um risco. Se quiser ser mais cuidadoso, dá para voltar atrás e desfazer o procedimento depois que o getmail baixar os emails.
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O getmail pode ser usado em qualquer conta de email remoto com suporte aos protocolos compatíveis com o programa. Isso significa que o getmail pode ser usado com outros serviços de webmail, mas não garanto porque eu não testei.
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Como o nome sugere, o getmail só serve para email mesmo. Ele não faz backup do Google Agenda, nem do Google Docs. Para fazer backup do Google Agenda, você pode exportá-lo de forma semelhante com o Google Docs.
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Não me responsabilizo pelo seu email. Se você seguir estas etapas e algo der errado, eu não posso me responsabilizar. As coisas mudam, e o que eu relato aqui deu certo quando eu tentei. Espero que este texto lhe seja útil.
Créditos a Ryan Cartwright - freesoftwaremagazine.com
Tradução por Roberto Bechtlufft <info at bechtranslations.com.br>
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Recuperando partições danificadas
Assim como no Windows, você nunca deve desligar o micro no botão ao rodar qualquer distribuição Linux.
Mas, acidentes acontecem. A energia elétrica acaba de vez em quando, alguns dos drivers de softmodems podem fazer o micro travar (estes drivers são proprietários, por isso não é possível corrigir bugs, como em outras partes do sistema; você depende unicamente da boa vontade do fabricante) e assim por diante.
Durante o boot, o sistema verifica as partições em busca de problemas, tentando resolver qualquer inconsistência no sistema de arquivos causado por um desligamento incorreto. Você pode perder alguns arquivos que ainda não tivessem sido salvos no HD, mas a idéia é que a verificação coloque todo o resto em ordem.
Para partições em ReiserFS é usado o reiserfsck, para partições em EXT2 ou EXT3 é usado (respectivamente) o fsck.ext2 ou o fsck.ext3 e para partições em XFS é usado o xfs_repair.
Mas, em alguns casos, o dano pode ser grande o suficiente para que não seja possível repará-lo automaticamente, fazendo com que o sistema simplesmente deixe de dar boot.
Não há motivo para pânico. Você pode dar boot pelo CD do Kurumin e usá-lo para reparar as partições danificadas.
Abra um terminal e vire root (su), lembre-se de que, ao rodar o Kurumin pelo CD, você pode definir a senha de root usando o comando "sudo passwd". A partição a ser reparada precisa estar desmontada. Vou usar como exemplo a partição /dev/hda1.
Se for uma partição EXT3, use o comando:
# fsck.ext3 /dev/hda1
Ele vai começar a apontar os erros e perguntar se cada um deve ser corrigido. Normalmente você pode ir apenas respondendo "y" para tudo, mas caso existam dados realmente importantes na partição é melhor prestar mais atenção. Arquivos danificados ou fragmentos de arquivos que puderam ser recuperados vão para a pasta "lost+found" no diretório raiz da partição.
Você pode também adicionar o parâmetro "-f", que força a verificação da partição, mesmo que o sistema de arquivos pareça não ter problemas:
# fsck.ext3 -f /dev/hda1
O fsck não é capaz de recuperar o sistema de arquivos em casos de problemas com o superbloco, o setor que contém informações essenciais, como o tipo, tamanho, status e informações sobre a estrutura do sistema de arquivos. Quando não encontra o superbloco, o fsck simplesmente falha miseravelmente, exibindo um "fatal error", sem maiores explicações.
É difícil estimar quantas reinstalações já foram feitas, e qual foi o efeito negativo sobre a reputação do sistema durante sua história por causa deste simples problema, que é felizmente fácil de resolver.
Sempre que a partição é criada, são criados vários superblocos alternativos, que servem justamente de backups para casos de problemas com o primeiro. Você pode ver a lista de endereços usando o comando "mkfs.ext3 -n partição", como em:
# mkfs.ext3 -n /dev/hda1
Ao usar o comando, nunca esqueça de incluir o "-n", caso contrário ao invés de mostrar as informações, ele vai formatar a partição. No final do relatório você encontra:
Superblock backups stored on blocks:
32768, 98304, 163840, 229376, 294912, 819200, 884736
Alternativamente, você pode usar também o comando "dumpe2fs /dev/hda1 | grep -i superblock". O Testdisk (que vimos a pouco) também oferece uma opção para listar superblocos alternativos em partições EXT, que você acessa em "Advanced > Superblock".
Chame novamente o comando "fsck.ext3", adicionando a opção "-b", seguida do endereço do superbloco que será usado. Caso eventualmente o primeiro resulte em erro, experimente o segundo, e assim por diante:
# fsck.ext3 -f -b 32768 /dev/hda2
Para partições EXT2, use o comando "fsck.ext2", que suporta os mesmos parâmetros.
Numa partição ReiserFS, comece com o comando:
# reiserfsck --check /dev/hda1
Ele exibe um aviso: Do you want to run this program?[N/Yes] (note need to type Yes if you do):
Ou seja, você precisa digitar "Yes" para continuar, caso apenas dê Enter ele aborta a operação.
Ele vai verificar toda a estrutura do sistema de arquivos e indicar os erros encontrados. O próximo passo é usar a opção "--fix-fixable":
# reiserfsck --fix-fixable /dev/hda1
Este segundo comando efetivamente corrige todos os erros simples, que possam ser corrigidos sem colocar em risco as demais estruturas do sistema de arquivos. Em 90% dos casos isto é suficiente.
Caso seja encontrado algum erro grave, ele vai abortar a operação. Estes erros mais graves podem ser corrigidos com o comando:
# reiserfsck --rebuild-tree /dev/hda1
Este comando vai reconstruir do zero todas as estruturas do sistema de arquivos, vasculhando todos os arquivos armazenados. Esta operação pode demorar bastante, de acordo com o tamanho e quantidade de arquivos na partição. Nunca interrompa a reconstrução, caso contrário você não vai conseguir acessar nada dentro da partição até que recomece e realmente termine a operação.
O "--rebuild-tree" vai realmente corrigir qualquer tipo de erro no sistema de arquivos. Ele só não vai resolver o problema caso realmente existe algum problema físico, como, por exemplo, um grande número de setores defeituosos no HD.
Finalmente, caso você esteja usando uma partição formatada em XFS, comece com o:
# xfs_check /dev/hda1
Ele vai indicar os problemas encontrados. Para realmente corrigi-los, rode o:
# xfs_repair /dev/hda1
Assim como no caso do reiserfsck, todo o processo é automático. Ao contrário do EXT2, tanto o ReiserFS quanto o XFS são sistemas de arquivos muito complexos, por isso qualquer intervenção manual só aumentaria a possibilidade de destruir tudo.
Mas, ambos incluem algumas opções avançadas, que podem ser especificadas no comando. Você pode dar uma olhada dentro dos manuais: "man reiserfsck" ou "man xfs_repair".
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Redes de TI ainda não estão seguras, diz pesquisa
:: Convergência Digital :: 22/04/2010
Uma das principais conclusões do Relatório Barômetro de Rede de 2010 divulgado pela Dimension Data - multinacional focada em serviços de tecnologia da informação e provedora de soluções de planejamento, desenvolvimento, suporte e gerenciamento de infraestruturas de TI -revela uma melhoria de 35% no número de dispositivos de redes, que executam vulnerabilidades de segurança. O número de falhas na rede diminuiu de 73% em 2009, para 38% este ano. Apesar da melhora, este cenário ainda representa um risco significativo para as empresas.
O relatório analisou, durante o ano de 2010, 235 clientes de todos os portes e setores da indústria, nos cinco continentes do globo e abrange dados da avaliação do Technology Lifecycle Management (TLM) - um serviço, oferecido pela Dimension Data, que analisa a vida útil de dispositivos de tecnologia no ambiente operacional. Por meio dessas informações, as empresas são capazes de tomar decisões sobre as necessidades de suas redes para o alinhamento com a evolução da computação de nuvem.
Os dados revelam uma média de 40,7 violações de configuração por dispositivo de rede, o que significa 40 possíveis chances de ocorrer inatividade em um dispositivo, seja devido a um ataque de segurança ou erro humano. Esses erros de configuração podem ter um impacto significante na produtividade dos negócios resultando em queda, e exposição das redes a riscos potenciais.
Segundo as informações levantadas pelo Barômetro, as redes continuam funcionando com vulnerabilidades de segurança, configuração e fim-de-vida, que vão impactar em toda eficiência dos negócios. A evolução da internet, principalmente no espaço de computação de nuvem, sugere que as empresas podem desenvolver sua infraestrutura de TI, para se beneficiar desse desenvolvimento. Isso significa aplicativos mais baratos, com menor necessidade de armazenamento e estruturas de suporte menos complicadas. Entretanto, isso depende da força da rede de uma empresa, para fornecer uma plataforma adequada.
De acordo com Henrique Cecci, diretor de Soluções, da Dimension Data Brasil, "duas redes não são iguais, ainda que sejam a espinha de uma empresa. Por isso, redes otimizadas garantem um funcionamento eficaz dos negócios e conectividade, além de fornecer uma forte plataforma para tirar vantagem da computação de nuvem". Para Cecci, "enquanto a nuvem é um grande progresso da indústria de TI, as empresas com redes menos eficientes – e consequentemente atrasadas na nuvem – vão experimentar atrasos nas linhas de base do negócio", explica.
O Barômetro de Rede de 2010 aponta ainda que 35% de todos os dispositivos de rede têm entrado em fase obsoleta. Comparado com os dados do Barômetro de Redes de 2009, isso revela uma melhora de 43%. Embora isto reflita apenas um pequeno esforço das empresas em reduzir os níveis de atraso.
Segundo o diretor da Dimension Data, "o planejamento eficaz para sinalizar o ciclo-de-vida da rede é essencial para facilitar a transição para virtualização. Qualquer parte de uma rede que é virtualizada equivale a um possível problema em temos de fluxo de aplicação. Além disso, a eficiência que a nuvem trará vai colocar maior ênfase sobre os dados e redes de armazenamento. As redes devem ser bem gerenciadas, planejadas e executadas nos melhores níveis, para fornecer o retorno de investimento que a virtualização oferece".
"As empresas podem escolher transacionar inteira ou parcialmente na nuvem. Não existe uma aproximação que sirva a todos. Mas a integração de redes é fundamental para o sucesso do processo, principalmente com gerenciamento multivendas, multirrede e multicamadas", explica. Para Cecci, parte do desafio para as redes e profissionais de TI "é a enorme diferença entre as necessidades da rede de uma empresa, seu tamanho, seus aplicativos e seu sistema".
"Da mesma forma, o ambiente de nuvem requer processos de rede automatizados, para conduzir estes recursos virtuais. Sobretudo, ferramentas que lidam com gerenciamento de configuração, compartilhamento de recursos e gerenciamento de endereços IP precisam ser adotadas. As redes devem fornecer conectividade consistente, e segurar baixa latência e variáveis de alta segurança".
O diretor acredita que fatores como redes adequadas, planejamento da infraestrutura de TI e preparação irão ajudar as empresas a percorrer um longo caminho para superar esses desafios que permitem facilitar os processos quando os aplicativos são executados na nuvem.
O relatório também indica o fato das vulnerabilidades serem geralmente conhecidas, mas não efetivamente apontadas, e que as empresas precisam se alinhar para publicar os valores das melhores práticas para minimizar os riscos. Adicionalmente, mais disciplina é solicitada no gerenciamento das redes.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Usuário brasileiro desconfia da eficácia dos software de segurança
Apesar de nos últimos anos o Brasil ter registrado aumento exponencial na quantidade de spam enviado, sendo citada por algumas consultorias como o maior país em envio de mensagens indesejadas, somente 14,2% dos brasileiros com acesso à internet pagam por uma licença de software de segurança, revela estudo da Frost & Sullivan.
O levantamento apurou ainda que 54,7% dos usuários residenciais possuem um software gratuitamente instalado, fato que, na percepção da Frost, aponta para a baixa percepção do valor agregado em relação às soluções de segurança.
De acordo com a pesquisa, 14% dos usuários que atualmente possuem soluções gratuitas pretendem adquirir soluções pagas durante este ano e 2011. Entretanto essa migração na significara expansão na base de detentores de licenças pagas já que 9% dos que pagam por um software de segurança planejam instalar soluções livres assim que a licença expirar em 2011.
Uma das principais barreiras mencionadas pela amostra para os internautas brasileiros adquirirem soluções pagas de software de segurança é a incerteza da sua eficácia. "Existe uma preferência por baixar e instalar soluções freeware em vez de investir em soluções mais robustas", diz o estudo. AVG e Avast despontam como os maiores competidores no mercado brasileiro, seguidos da McAfee e da Symantec.
Justiça livra empresa mineira de indenizar Microsoft por pirataria
Decisão foi tomada pela 18ª Câmara Cível do TJ-MG, por maioria de votos.
BSA, que representa a gigante na ação, informou que já recorreu da decisão.
Do G1, no Rio
Uma empresa brasileira com sede em Belo Horizonte conseguiu na Justiça o direito de não ter de indenizar as empresas norte-americanas Microsoft Corporation e Autodesk Inc por usar seus programas de computador sem licença. A decisão foi tomada pela 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), por maioria de votos, e publicada nesta segunda-feira (7). A Business Software Alliance (BSA), que representa a Microsoft na ação, informou que já recorreu da decisão.
Para os desembargadores Fábio Maia Viani – relator da decisão – e Arnaldo Maciel, as empresas estrangeiras "não comprovaram a reciprocidade de proteção dos direitos autorais necessária para a proteção de empresas estrangeiras".
Ainda de acordo com o relator, segundo a Lei 9.609 (conhecida como Lei do Software), "os direitos relativos à proteção da propriedade intelectual de programa de computador e sua respectiva comercialização são assegurados aos estrangeiros domiciliados no exterior desde que o país de origem do programa conceda direitos equivalentes aos brasileiros e estrangeiros domiciliados no Brasil".
Na ação, a Microsoft e a Autodesk apresentaram uma declaração do Advogado Geral da Secretaria de Direitos Autorais dos EUA atestando que "a lei de direitos autorais americana confere a obras oriundas do Brasil a mesma proteção que dá a obras de autores americanos".
A empresa mineira, no entanto, contestou a declaração, alegando que os EUA não asseguram direitos equivalentes aos brasileiros porque sua Lei de Direitos Autorais (Copyright Act) foi alterada pelo Tratado Internacional de Direitos Autorais da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), ao qual o Brasil ainda não aderiu.
Diante da controvérsia, os desembargadores entenderam que a simples prova documental do texto e da vigência da lei norte-americana não é suficiente para comprovar a existência do direito equivalente, pois é necessário provar também a aplicação da lei. "O caso exigia minuciosa análise e prova de reciprocidade entre a legislação brasileira e estadunidense, o que não foi providenciado pelas empresas americanas", concluiu o desembargador Fábio Maia Viani.
Já o desembargador Guilherme Luciano Baeta Nunes votou pela manutenção da sentença do juiz Alexandre Quintino Santiago, da 16ª Vara Cível de Belo Horizonte, que havia determinado que a empresa mineira deixasse de utilizar os programas a menos que eles fossem regularizados, sob pena de multa. Além disso, a sentença anterior condenava a empresa mineira a pagar indenização equivalente a duas vezes e meia o valor total dos 103 programas apreendidos durante vistoria.
"O ordenamento jurídico pátrio dá efetiva proteção aos direitos autorais, inserindo-se nesse contexto os programas de computador, independente de quem seja o autor, estrangeiro ou nacional, vedando a pirataria", afirmou o desembargador Baeta Nunes, que teve voto vencido.
Segundo a BSA, "o posicionamento adotado pelo relator é isolado das demais decisões proferidas sobre o assunto tanto pelo TJMG como pelo Superior Tribunal de Justiça". Em outras decisões, ainda de acordo com o órgão que representa mundialmente a indústria de software, desembargadores do TJMG consideraram suficiente a declaração do Advogado Geral dos EUA para comprovação dos direitos equivalentes.
A BSA considerou também que "para o STJ é 'desnecessária a comprovação da reciprocidade em relação à proteção ao direito autoral de software a estrangeiros, pois o Brasil e os Estados Unidos, na condição de subscritores da Convenção de Berna, respectivamente, pelo Decreto n. 75.699, de 6.5.1975, e Ato de Implementação de 1988, de 31.101988, adotam o regime de proteção a programas de computador', de acordo com o Recurso Especial n. 913.008 – RJ (2007/0005127-7) – Ministro Relator João Otávio de Noronha".
Para o diretor da Business Software Alliance no Brasil, Frank Caramuru, como a decisão contrária a Autodesk e Microsoft não foi unânime, "as empresas em questão já apresentaram o competente recurso".