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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Comunidade OpenOffice.org cria fundação independente para continuar o desenvolvimento da suíte de escritório livre

Por Luiz Oliveira

Data de Publicação: 28 de Setembro de 2010

Com apoio de gigantes da Tecnologia da Informação, líderes mundiais do projeto OpenOffice.org passam a desenvolver a suíte de forma independente. BrOffice.org - Projeto Brasil faz parte da fundação.

A comunidade de voluntários que desenvolve e promove o OpenOffice.org, a suíte de escritório livre líder do mercado, anuncia uma grande mudança na estrutura do projeto. Depois de 10 anos de sucesso com a Sun Microsystems como fundadora e principal patrocinadora, o projeto lança uma fundação independente chamada The Document Foundation (TDF). A Fundação escolheu a marca LibreOffice, internacionalmente, como uma alternativa ao OpenOffice.org e vai coordenar e supervisionar o desenvolvimento do software.

O objetivo é ter maior independência na decisão sobre os rumos do projeto internacional, alinhando-o às necessidades de instituições e pessoas que já usam o aplicativo. Já os usuários brasileiros continuarão utilizando o BrOffice.org, cuja marca permanecerá a mesma. Ao integrar-se no esforço de desenvolvimento da The Document Foundation, o projeto brasileiro continua com o mesmo foco: desenvolver o melhor pacote de aplicativos livre para o Brasil.

Uma versão beta, baseada no OpenOffice.org 3.3, com alguns acréscimos, já está disponível para download no site: http://www.libreoffice.org

. Desenvolvedores serão convidados a participar do projeto e a contribuir com desenvolvimento do código fonte, bem como tradução, teste, documentação e suporte.

A Oracle, que permaneceu com os ativos do OpenOffice.org, em consequência da compra da Sun Microsystems, foi convidada a participar da nova Fundação, e a doar a marca para a comunidade. Enquanto a The Document Foundation aguarda essa decisão, a marca a ser adotada é LibreOffice. A fundação contará com apoios de gigantes mundiais de TI, como a Canonical, Google, Novell, Red Hat e Open Source Initiative.

The Document Foundation apoia o ODF (Open Document Format), e está disposta a trabalhar junto com a OASIS para a próxima evolução da norma ISO, disse Charles Schulz, membro do Conselho da Comunidade e líder da Confederação de línguas nativas. The Document Foundation traz para mesa o ponto de vista dos desenvolvedores, apoiadores e usuários, e isso pode acelerar o processo de adoção do ODF nas diversas instâncias governamentais e empresariais.

Conforme o coordenador geral da BrOffice.org, Claudio Ferreira Filho, a novidade é animadora: A BrOffice.org - Projeto Brasil em nome da comunidade BrOffice.org sente-se orgulhosa de ser parte integrante da The Document Foundation. Nosso país já possui importantes investimentos no Open Document Format e nas ferramentas de software que o suportam. Apoiamos a The Document Foundation em sua missão e visão e estamos prontos para juntar forças ao processo de desenvolvimento do LibreOffice e BrOffice.org, afirma Claudio Ferreira Filho.

Olivier Hallot, integrante do Conselho Diretor da TDF e Diretor da BrOffice.org Projeto Brasil, afirma que O nosso objetivo maior é preservar a qualidade do nosso produto, honrando o compromisso que firmamos com instituições e usuários que utilizam a suíte. É também uma garantia de continuidade e inovação para gestores que planejam adotar o aplicativo e o formato ODF para documentos.

Declarações de lideranças internacionais

Falando em nome dos grupos de usuários, Sophie Gautier - uma veterana colaboradora da comunidade e antiga mantenedora do projeto de localização da língua francesa - declarou: Acreditamos que a Fundação é um passo importante para a evolução da suíte, porque libera o desenvolvimento do código e a evolução do projeto das restrições representadas pelos interesses comerciais de uma única empresa. Defensores do software livre ao redor do mundo têm a oportunidade extraordinária de juntar-se ao grupo, como membros fundadores, para escrever um novo capítulo na história do software livre, afirma Gautier.

Chris DiBona, Gerente de programas de código aberto do Google Inc., comentou o seguinte: A criação da Fundação é um importante passo para incentivar um maior desenvolvimento das suítes de escritórios de código aberto. O Google se orgulha de ser um apoiador da Fundação e de participar deste projeto.

Viva o LibreOffice, disse Markus Rex, Vice-Presidente Sênior e Gerente Geral de Soluções de Plataforma Aberta da Novell. Estamos ansiosos para trabalhar com a TDF para ajudar a desenvolver uma sólida oferta de software de documentos de código fonte aberto. Finalmente, nós esperamos que o LibreOffice faça, para o mercado de produtividade para escritórios, o que o Mozilla Firefox tem feito para os navegadores.

Jan Wildeboer, EMEA Open Source Affairs da Red Hat, comentou: **Em todo o mundo, os usuários, empresas e governos estão migrando para soluções verdadeiramente livres baseadas em padrões abertos. O LibreOffice fornece o elo que faltava, e quanto a Red Hat, estamos orgulhosos em aderir a este esforço **.

Mark Shuttleworth, fundador e acionista majoritário da Canonical, fabricante do Ubuntu, declarou: Software de produtividade para escritórios é um componente fundamental. O Projeto Ubuntu terá o prazer de incluir o LibreOffice em versões futuras do Ubuntu. O gerenciamento do LibreOffice pela Fundação fornece aos desenvolvedores do Ubuntu um fórum eficaz para a colaboração em torno do código que faz do Ubuntu uma solução efetiva para computador em ambientes de escritório.

O Open Source Initiative tem observado uma nova tendência de comunidades colaborativas para software de código aberto, disse Simon Phipps, diretor da Open Source Initiative.Saudamos a iniciativa da Fundação e estamos ansiosos para a inovação que ela é capaz de conduzir, com uma comunidade verdadeiramente aberta, reunida em torno de um software livre em comum, no melhor espírito de software de código aberto.

O que é a The Document Foundation

The Document Foundation é uma Fundação meritocrática, independente e autônoma criada por lideres da antiga Comunidade OpenOffice.org. Eles continuam a desenvolver na Fundação, os dez anos de trabalho dedicado pela comunidade OpenOffice.org. A TDF foi criada na convicção de que uma fundação independente, é o ajuste adequado aos valores de aberturas essenciais da Comunidade, transparência e valorização das pessoas pela sua contribuição. Está aberta a qualquer pessoa que concorde com os nossos valores fundamentais e contribua com as nossas atividades, e congratula-se com a participação das empresas, por exemplo, através do patrocínio de pessoas para trabalhar como iguais ao lado de outros colaboradores da comunidade.

www.broffice.org

Comunicação
Luiz Oliveira e Rochele Prass
Jornalista Responsável: Luiz Oliveira - Mtb. 31064
Contatos:
<luizoliveira (a) revistabroffice org>
<rochelepass (a) revistabroffice org>
<comunicacao (a) broffice org>
Coordenação Geral: Claudio Ferreira Filho


Funcionários colocam interesses pessoais à frente da segurança da empresa, revela pesquisa


Por Leonardo Carvalho, Atualizado: 27/9/2010 18:09

Usuários remotos são os que mais acessam conteúdo pessoal e com risco potencial

Como criar um ambiente mais seguro para sua empresa?

Como criar um ambiente mais seguro para sua empresa?

A maioria dos funcionários tem uma postura imprudente ou ambivalente quando se trata da segurança geral da empresa, bisbilhotando redes sociais durante o trabalho e até contornando as medidas de segurança da empresa para acessar sites restritos. Esta foi a conclusão de uma pesquisa realizada pela TrendMicro, multinacional especializada em segurança virtual, realizada este ano com colaboradores de empresas pequenas, médias e grandes.

A pesquisa com 1.600 usuários finais feita nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão revelou que as práticas e atitudes de risco são rotineiras, independente do país. Por exemplo, em relação às informações corporativas confidenciais, quase 50% dos entrevistados admitiram ter divulgado dados internos por meio de uma conta de e-mail insegura.

Os funcionários remotos são mais abusados do que seus colegas com desktops. Em todos os países, 60% deles admitiram ter enviado informações confidenciais da empresa por mensagens instantâneas, webmail ou aplicações de mídia social, contra 44% dos funcionários que atuam internamente. No Japão, esse número salta para 78% entre os funcionários remotos.

"Usuários que usam o próprio laptop são os mais propensos a atitudes de risco"

Nos EUA, os usuários finais com laptops são muito mais propensos a realizar atividades não relacionadas com trabalho quando estão na rede da empresa do que os usuários com desktop: 74% disseram que verificam e-mail pessoal (contra 58% dos usuários de desktops); 58% disseram que navegam em sites não relacionados ao trabalho (contra 45% dos usuários de desktop).

Quando perguntamos a respeito das preocupações e medos que as ameaças web podem gerar, os usuários finais elencam razões pessoais em detrimento das corporativas. A violação da privacidade pessoal, o roubo de identidade ou a perda de informação pessoal são as principais preocupações envolvendo as ameaças insidiosas como phishing, spyware, cavalo de Troia, roubo de dados e spam. Perda de informação corporativa e dano à reputação da empresa são as últimas preocupações dos usuários finais. Por exemplo, 36% dos usuários finais nos EUA disseram que a perda de informação pessoal é a principal preocupação em relação a vírus, e somente 29% expressaram preocupações com a perda de dados corporativos devido a vírus.

Mesmo com a segurança e as políticas corporativas em vigor, as empresas podem ter certeza de que os funcionários encontrarão um modo de exercer sua liberdade on-line: aproximadamente 1 em cada 10 usuários de cada país admitiu contornar a segurança de suas empresas para acessar sites restritos. A Alemanha está no topo da lista com 12% dos seus usuários finais tendo admitido ter enganado a segurança corporativa, seguida pelo Reino Unido com 11% e Japão e EUA empatados com 8%.

Dicas para manter o ambiente da empresa seguro:

Manter os PCs e servidores em dia com as mais recentes atualizações e patches dos softwares.

* Minimize a sua exposição às vulnerabilidades aplicando as mais recentes atualizações e patches de segurança aos seus softwares e sistemas operacionais. Ative, sempre que possível, a atualização automática.

Empregue uma defesa em múltiplas camadas para proteger os PCs, servidores e a rede.

* Bloqueie as ameaças no gateway, antes que atinjam a rede, com uma ampla solução de segurança que inclua filtragem de URL e proteção baseada em nuvem; * Proteja os terminais - desktops, laptops, servidores e appliances de armazenamento - dentro e fora da rede;

Estabeleça políticas de proteção de dados e treine os funcionários

* Tenha a garantia de que os funcionários estão atentos ao spam e que sabem como evitá-lo.


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Repositorios Livre SO


Você poderá acrescentá-lo à sua lista de repositórios de duas formas alternativas (ou uma, ou a outra):

Caso esteja utilizando o Livre SO 4.0, Debian Etch ou distribuições filhas siga os passos abaixo:

1ª acrescente ao arquivo de texto "sources.list", situado na pasta "etc -> apt", a seguinte linha:

deb http://repositorio-livre.wiki.br/estavel/ main contrib

2ª ou abra o "Synaptic", em "Desktop->Administração->Gerenciador de Pacotes Synaptic";

dentro do gerenciador vá em "Configurações->Repositórios";

Escolha "Novo";

em "URL" coloque "http://repositorio-livre.wiki.br/estavel";

em "Distribuição" escreva "main";

e em "Seção" escreva "contrib".

Terminado um dos passos anteriores, dentro do "Synaptic" clique em "Recarregar", ou abra o terminal em "Aplicações->Acessórios->Terminal" e  digite "sudo apt-get update".

Caso esteja utilizando o Livre SO Nº6, Debian Lenny ou distribuições filhas siga os passos abaixo:

1ª acrescente ao arquivo de texto "sources.list", situado na pasta "etc -> apt", a seguinte linha:

deb http://repositorio-livre.wiki.br/n6 main contrib

2ª ou abra o "Synaptic", em "Desktop->Administração->Gerenciador de Pacotes Synaptic";

dentro do gerenciador vá em "Configurações->Repositórios";

Escolha "Novo";

em "URL" coloque "http://repositorio-livre.wiki.br/n6";

em "Distribuição" escreva "main";

e em "Seção" escreva "contrib".

Terminado um dos passos anteriores, dentro do "Synaptic" clique em "Recarregar", ou abra o terminal em "Aplicações->Acessórios->Terminal" e  digite "sudo apt-get update".

Feito isso o repositório estará pronto para ser utilizado.

Para atualizar o sistema, dentro do Synaptic, escolha "Marcar Todas as Aplicações", clique em "Aplicar" e confirme o procedimento.

Colabore com Livre S.O. indicando qual aplicativo você gostaria de ver na distribuição.

Seja um mantenedor de Livre S.O. criando e enviando novos pacotes para a distribuição.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Entendendo a eletricidade estática

Postado pôr: Washington Luiz Machado dos Anjos
http://tecnociencia.inf.br/tecnico/wluiz
Wednesday, 16 June 2010

Na área da informática e principalmente em manutenção de hardware, seja qual for o equipamento, associa-se sempre o termo "eletricidade estática". Ao ler qualquer tutorial ou livro relacionado ao assunto logo no início temos um aviso: "cuidado com a eletricidade estática" ou "cuidado com ESD" Por isso vamos explicar o que significa realmente isso.

Todo o material, inclusive o nosso corpo, tem a capacidade de acumular cargas elétricas. Uma das formas de gerar esta carga é pelo atrito, desta maneira sempre que esfregamos um material a outro estamos gerando eletricidade. Exp.: ao caminhar esfregamos os pés ao solado do sapato, a sola do sapato ao piso, a roupa que usamos esta constantemente em atrito com nosso corpo, trabalhando ou manuseando qualquer material estamos produzindo eletricidade.

O nosso corpo é naturalmente neutro, mas pelo atrito com outros materiais é eletrizado modificando seu potencial (ficando eletricamente positivo ou negativo) e causando um desequilíbrio em relação à Terra, pois a terra possui um valor absoluto igual a zero.Para reestabelecer este equilíbrio a natureza se manifesta fazendo com que o corpo eletricamente carregado emita pequenas descargas elétrica ou faíscas em direção a outro com potencial mais baixo deixando-o neutro novamente.

Estas descargas eletrostáticas chamamos de "ESD". Por isso nosso corpo esta constantemente sendo carregado de eletricidade estática, mas também esta constantemente descarregando esta eletricidade com outros materiais. O fato de não estarmos em contato direto com a Terra (por uso de materiais isolantes como carpetes, pisos plásticos, etc..) faz com que acumulamos mais eletricidade estática.Esta eletricidade estática acumulada em nosso corpo não traz danos à saúde e nem causa choque por ser uma descarga muito rápida da ordem de bilionésimo de segundos e amperagem muito baixa.

Assim como descarregamos a eletricidade estática do nosso corpo constantemente para outros materiais, também ocorre ao manusearmos equipamentos relacionados à área da informática como placa mãe, processador, memória, placas de expansão e chips em geral. Desta maneira por serem equipamentos muito sensíveis que trabalham com baixíssima tensão todo cuidado é pouco e os avisos devem ser levados a sério.

Qualquer descarga de eletricidade estática por pequena que seja podem causar danos fatais ocasionando a queima de circuitos e paralisando totalmente o equipamento. Também ocorre em determinadas situações danos parciais dando erros de funcionamento ou diminuição do tempo de vida útil.

Umidade relativa do ar: Este fator influência no acúmulo de eletricidade estática e costuma-se ouvir erroneamente que ela esta presente somente em ambientes de ar seco, o que não é verdade. Pode-se dizer que quanto maior a umidade relativa do ar menor será a voltagem da eletricidade estática acumulada no corpo, mas o problema continua existindo, embora em grau menor. Como ninguém quer correr o risco de perder um módulo de memória ou uma placa mãe, por exemplo, é preciso seguir as normas mesmo assim.A eletricidade estática se acumula também em materiais como plástico, borracha ou outros e por isso o uso de luvas não impede descargas elétricas.

Cuidados: Antes de iniciarmos qualquer tarefa de manutenção em um micro precisamos descarregar a eletricidade estática presente no nosso corpo, que pode ser feito colocando as mãos sobre um objeto metálico ligado ao solo, ou sob o gabinete metálico do micro quando este estiver ligado a uma tomada aterrada. Durante o procedimento devemos tocar o gabinete do micro com as duas mãos diversas vezes, manusear os equipamentos sem tocar nos chips ou circuitos segurando-os pelas bordas, não trabalhar sob piso de carpetes ou usando roupas de lã e não ficar esfregando as mãos no cabelo.Para um trabalho seguro e risco próximo do zero foram desenvolvidos diversos equipamentos:

Pulseira anti-estática: Ao colocar esta pulseira ela descarrega a eletricidade do seu corpo para um ponto aterrado. O terminal da pulseira deve ser conectado a um fio terra para um grau maior de eficiência.

Luvas anti-estática: Luvas feitas de materiais especiais com filamentos condutivos. Tem a função de dissipar a eletricidade estática.

Manta anti-estática: Usada para aplicações em bancadas ou mesa de trabalho, confeccionada com borracha anti-estática com três camadas e fio de aterramento.

Avental anti-estático: Avental ou jaleco conveccionados com materiais especiais anti-estático dissipativo.

Tapetes anti-estático: Tapete condutivo construído em borracha condutiva de alta qualidade possui dois cabos de aterramento e permite uma rápida drenagem da eletrostática para a terra.Concluímos, portanto, que a eletricidade estática realmente existe, a ciência comprova e os avisos são válidos. Todo o cuidado é pouco.   

terça-feira, 27 de julho de 2010

Diploma de tecnólogo vale em concurso e pós

Rogerio Jovaneli, de INFO Online Segunda-feira, 26 de julho de 2010 - 09h47

SÃO PAULO - O diploma de graduação dos tecnólogos tem validade para participação em concursos públicos, esclarece o ministério da educação.

O diploma desta modalidade de curso superior em tecnologia também é válido normalmente para quem pretende dar continuidade aos estudos, por meio de programas de pós-graduação lato sensu (especialização e MBA) e stricto sensu (Mestrado e Doutorado), garante o MEC.

A existência de muitas dúvidas entre os graduandos sobre a validade do documento obrigou o ministério a esclarecer o assunto.

"Não há restrição legal quanto ao tecnólogo fazer pós-graduação", ressalta o coordenador de regulação da educação profissional e tecnológica do MEC, Marcelo Feres. "É preciso ter em mente também que o egresso pode dar continuidade aos estudos, independentemente de títulos acadêmicos", esclarece.

O que é Tecnólogo

A exemplo dos cursos de bacharelado e licenciatura, os cursos superiores de tecnologia, que formam os chamados tecnólogos, têm como requisito para o seu ingresso a conclusão do ensino médio

A diferença é que bacharéis e licenciados recebem uma formação mais generalista, enquanto os tecnólogos obtêm especialização profissional em áreas específicas.

Outra diferença se refere à duração do curso. As graduações tradicionais levam de quatro a seis anos para serem concluídas, ao passo que os cursos superiores de tecnologia têm curta duração (em média, dois anos), o que acaba sendo um atrativo para os estudantes interessados em ingressar mais rapidamente na vida profissional.

Voltados para a formação especializada, os cursos superiores de tecnologia representam 16% da oferta de graduação no país, de acordo com o ministério da educação.

Os cursos tecnológicos existem no Brasil desde a década de 60 do século passado. Nos últimos anos, a procura aumentou. O número de alunos matriculados cresceu, entre 2002 e 2008, de 81,3 mil para 421 mil, segundo dados do censo da educação superior.

Entre os cursos mais procurados estão os de gastronomia, automação industrial, análise e desenvolvimento de sistemas, radiologia e gestão de recursos humanos.


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Backup do seu GoogleMail localmente com getmail

Backup up your GoogleMail locally with getmail

Autor original: Ryan Cartwright

Publicado originalmente no: freesoftwaremagazine.com

Tradução: Roberto Bechtlufft

logo-fsm

Para a infelicidade de seus concorrentes, o Gmail parece ter se tornado quase tão sinônimo de email quanto o Google se tornou de mecanismo de busca. Outro dia mesmo meu filho de seis anos me contou como ele "googlou" para fazer um trabalho no colégio. O Gmail é uma ferramenta útil, e que oferece muitas vantagens em relação às contas de email cliente-servidor tradicionais, especialmente para quem está sempre em trânsito. Para ser honesto, quase todo serviço de webmail oferece essas vantagens. Só estou me focando no Gmail porque, pelo que eu vejo, ele é o mais popular. Mas o Gmail tem uma desvantagem: todas as suas mensagens ficam armazenadas nos servidores do Google. Se você perder o acesso ao serviço do Google ou à sua conta, perde todos os seus emails. Mas não tema, amante do software livre, porque a cavalaria vem aí, liderada por um programa muito útil chamado getmail.

O getmail é uma ferramenta de linha de comando que obtém email de servidores remotos e guarda tudo em um armazenamento local. Esse armazenamento pode ser um arquivo mbox ou um diretório Maildir. Eu prefiro o Maildir, porque com o mbox todo o meu email fica dependente de um único arquivo.

Instalação

Para ser franco, não sei porque eu ainda incluo uma seção de instalação nestes artigos. É moleza instalar software nos sistemas GNU/Linux modernos, e presumo que a maioria dos meus leitores esteja usando um. Faça uma busca por getmail no seu gerenciador de pacotes favorito e faça a instalação. Se preferir, você pode baixar o código fonte na página do getmail e compilar por conta própria. Eu só usei mesmo um apt-get install getmail no terminal. O getmail tem algumas dependências. Como o programa é um script em python, você vai precisar do Python 2.4.

Configuração do Gmail

Para que o getmail baixe os dados do Gmail, você precisa pedir ao Google que libere o acesso externo ao sistema dele. O getmail tem suporte a contas de email POP3, POP3 com SSL, IMAP4, IMAP4 com SSL e SDPS, seja na forma de uma conta única ou de múltiplas contas em uma única caixa de entrada. Neste tutorial vou usar o POP3, mas o Gmail também tem suporte a IMAP.

  • Primeiro faça logon no Gmail e clique em Configurações (na parte superior direita);

  • Clique na guia Encaminhamento e POP/IMAP;

  • Selecione Ativar POP para todos os e-mails (mesmo os que já foram baixados). Depois você pode voltar e mudar para Ativar POP para e-mails que chegarem a partir de agora, mas por enquanto queremos fazer backup do Gmail todo (veja a observação no fim do artigo);

  • Escolha uma opção apropriada na etapa 2. Eu deixei Manter cópia do Gmail na caixa de entrada;

  • Clique em Salvar alterações.

Configuração do getmail

Você pode usar parâmetros de linha de comando para que o getmail baixe seu email, mas como essa operação provavelmente vai ser repetida várias vezes é melhor criar um arquivo de configuração para o getmail. Se você não informar o caminho completo para o arquivo de configuração, o getmail vai presumir que ele esteja no seu diretório padrão. Na maioria dos sistemas, o padrão é o diretório .getmail no diretório home do usuário. Obviamente, você pode guardar os arquivos onde preferir, desde que eles possam ser lidos pelo usuário que está usando o getmail. Se não for informado o caminho do arquivo de configuração, o padrão será ~/.getmail/getmailrc ("~" é um atalho para o diretório home do usuário atual). Para tornar as coisas mais simples, vamos usar esse arquivo mesmo, mas se você tiver várias contas pode criar vários arquivos de configuração e pedir ao getmail que os use, começando o comando assim: getmail -r <arquivo_de_configuração>.

Vamos criar um arquivo ~/.getmail/getmailrc e digitar o conteúdo a seguir nele, substituindo o endereço do Gmail pelo seu:

[retriever]
type = SimplePOP3SSLRetriever
server = pop.gmail.com
username = SeuEndereçoDoGmail

[destination]
type = Maildir
path = ~/gmailBackup/

[options]
verbose = 1
message_log = ~/.getmail/gmail.log

A linha message_log é opcional, mas pode ser útil se você quiser conferir o que o getmail fez. Há outras opções que talvez possam ser interessantes para você. A configuração de tipo (type) pode ser Maildir ou mbox, e o caminho (path) pode ser qualquer diretório/arquivo ao qual o usuário que vai usar o getmail tenha acesso para escrita. A opção verbose dita a quantidade de informações enviadas para o terminal durante a execução do getmail. Se o valor for 1, o getmail vai mostrar na tela as mensagens que está recebendo. As outras opções são 0 (que só exibe avisos) e 2 (que exibe tudo). Acho que 1 é um bom meio termo.

Execução do getmail

Depois de criado o arquivo de configuração, você pode executar o getmail. Abra um terminal, digite getmail e aperte Enter. Caso tenha dado outro nome ao arquivo de configuração, diga ao getmail que nome é esse com o comando getmail -r nomedoarquivo. Se o arquivo não estiver no diretório padrão, digite o caminho completo: getmail -r /caminho/para/o/arquivo. Quando executado, o getmail pede sua senha do Gmail. Se não quiser digitar a senha sempre que rodar o comando, você pode incluí-la na seção "retriever" do arquivo de configuração. Abaixo da linha com o nome do usuário, digite password = SuaSenhaDoGmail. Eu não faço isso, porque se alguém pegar meu laptop vai poder acessar minha conta do Gmail, mas se você rodar o getmail como um trabalho do cron (ou seja, como um evento agendado) provavelmente vai ter que colocar essa linha no arquivo.

Sempre que você rodar o getmail, ele vai baixar todo o email que não tiver visto anteriormente. Pela forma como o Gmail é configurado, os emails que você envia estão na mesma caixa de correio dos emails que você recebe. Isso quer dizer que o getmail baixa a pasta All mail do Gmail. Ele não baixa nada da pasta de Spam. Depois de baixar seus emails para o computador, você pode querer ler esse email todo. Basta apontar praticamente qualquer cliente de email para o arquivo ou diretório de backup. Para manter as coisas simples, eu uso o excelente mutt, já que ele oferece acesso rápido e simples, sem a necessidade de configurar contas e afins, como acontece com alguns clientes de email para desktops.

Automatização do processo

Se você usa muito o Gmail, provavelmente vai querer fazer esse backup com alguma frequência. É claro que você pode lembrar de fazer esse procedimento vez ou outra, mas também dá para usar a ferramenta cron do seu sistema da família Unix para automatizar o backup. Não vou meter um tutorial do cron aqui no meio, então só vou dar algumas instruções simples. Digite crontab -e em um terminal, e seu arquivo cron vai abrir em um editor de textos. É nele que você vai incluir os comandos que quer executar em horários agendados. Vá até o fim do arquivo e inclua esta linha:

10 10 * * 1-5 /usr/bin/getmail -r /caminho/completo/para/o/arquivodeconfiguração >/dev/null

O formato de comandos do cron é minuto hora dia_do_mês mês dia_da_semana comando, então a linha acima vai rodar o getmail todo dia útil de todo mês, às 10:10 h (o "*" é um curinga). Note que você tem que incluir o caminho completo para os arquivos de configuração que estiver usando. O "~" nem sempre funciona no ambiente do cron. É claro que você não precisa especificar arquivo nenhum se estiver usando o arquivo padrão, mas é melhor prevenir do que remediar. O 1>/dev/null no final é para descartar qualquer saída que o comando produza. Podemos usar isso aqui porque o getmail está registrando tudo em seu log mesmo. Se não fizéssemos isso, o sistema provavelmente enviaria um email para você com a lista dos emails baixados. Erros provenientes da execução do comando (caso você tenha digitado o comando errado, por exemplo) serão enviados, mas é possível descartá-los mudando > /dev/null para 2&1> /dev/null.

Observações e pegadinhas

  • Abrir o acesso POP em sua conta do Gmail deixa a conta menos protegida. Alguém mal intencionado ainda precisaria da sua senha para baixar seu email, mas não deixa de ser um risco. Se quiser ser mais cuidadoso, dá para voltar atrás e desfazer o procedimento depois que o getmail baixar os emails.

  • O getmail pode ser usado em qualquer conta de email remoto com suporte aos protocolos compatíveis com o programa. Isso significa que o getmail pode ser usado com outros serviços de webmail, mas não garanto porque eu não testei.

  • Como o nome sugere, o getmail só serve para email mesmo. Ele não faz backup do Google Agenda, nem do Google Docs. Para fazer backup do Google Agenda, você pode exportá-lo de forma semelhante com o Google Docs.

  • Não me responsabilizo pelo seu email. Se você seguir estas etapas e algo der errado, eu não posso me responsabilizar. As coisas mudam, e o que eu relato aqui deu certo quando eu tentei. Espero que este texto lhe seja útil.

Créditos a Ryan Cartwright - freesoftwaremagazine.com

Tradução por Roberto Bechtlufft <info at bechtranslations.com.br>

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Recuperando partições danificadas

por Carlos E. Morimoto

Assim como no Windows, você nunca deve desligar o micro no botão ao rodar qualquer distribuição Linux.

Mas, acidentes acontecem. A energia elétrica acaba de vez em quando, alguns dos drivers de softmodems podem fazer o micro travar (estes drivers são proprietários, por isso não é possível corrigir bugs, como em outras partes do sistema; você depende unicamente da boa vontade do fabricante) e assim por diante.

Durante o boot, o sistema verifica as partições em busca de problemas, tentando resolver qualquer inconsistência no sistema de arquivos causado por um desligamento incorreto. Você pode perder alguns arquivos que ainda não tivessem sido salvos no HD, mas a idéia é que a verificação coloque todo o resto em ordem.

Para partições em ReiserFS é usado o reiserfsck, para partições em EXT2 ou EXT3 é usado (respectivamente) o fsck.ext2 ou o fsck.ext3 e para partições em XFS é usado o xfs_repair.

Mas, em alguns casos, o dano pode ser grande o suficiente para que não seja possível repará-lo automaticamente, fazendo com que o sistema simplesmente deixe de dar boot.

Não há motivo para pânico. Você pode dar boot pelo CD do Kurumin e usá-lo para reparar as partições danificadas.

Abra um terminal e vire root (su), lembre-se de que, ao rodar o Kurumin pelo CD, você pode definir a senha de root usando o comando "sudo passwd". A partição a ser reparada precisa estar desmontada. Vou usar como exemplo a partição /dev/hda1.

Se for uma partição EXT3, use o comando:

# fsck.ext3 /dev/hda1

Ele vai começar a apontar os erros e perguntar se cada um deve ser corrigido. Normalmente você pode ir apenas respondendo "y" para tudo, mas caso existam dados realmente importantes na partição é melhor prestar mais atenção. Arquivos danificados ou fragmentos de arquivos que puderam ser recuperados vão para a pasta "lost+found" no diretório raiz da partição.

Você pode também adicionar o parâmetro "-f", que força a verificação da partição, mesmo que o sistema de arquivos pareça não ter problemas:

# fsck.ext3 -f /dev/hda1

O fsck não é capaz de recuperar o sistema de arquivos em casos de problemas com o superbloco, o setor que contém informações essenciais, como o tipo, tamanho, status e informações sobre a estrutura do sistema de arquivos. Quando não encontra o superbloco, o fsck simplesmente falha miseravelmente, exibindo um "fatal error", sem maiores explicações.

É difícil estimar quantas reinstalações já foram feitas, e qual foi o efeito negativo sobre a reputação do sistema durante sua história por causa deste simples problema, que é felizmente fácil de resolver.

Sempre que a partição é criada, são criados vários superblocos alternativos, que servem justamente de backups para casos de problemas com o primeiro. Você pode ver a lista de endereços usando o comando "mkfs.ext3 -n partição", como em:

# mkfs.ext3 -n /dev/hda1

Ao usar o comando, nunca esqueça de incluir o "-n", caso contrário ao invés de mostrar as informações, ele vai formatar a partição. No final do relatório você encontra:

Superblock backups stored on blocks:
32768, 98304, 163840, 229376, 294912, 819200, 884736

Alternativamente, você pode usar também o comando "dumpe2fs /dev/hda1 | grep -i superblock". O Testdisk (que vimos a pouco) também oferece uma opção para listar superblocos alternativos em partições EXT, que você acessa em "Advanced > Superblock".

Chame novamente o comando "fsck.ext3", adicionando a opção "-b", seguida do endereço do superbloco que será usado. Caso eventualmente o primeiro resulte em erro, experimente o segundo, e assim por diante:

# fsck.ext3 -f -b 32768 /dev/hda2

Para partições EXT2, use o comando "fsck.ext2", que suporta os mesmos parâmetros.

Numa partição ReiserFS, comece com o comando:

# reiserfsck --check /dev/hda1

Ele exibe um aviso: Do you want to run this program?[N/Yes] (note need to type Yes if you do):

Ou seja, você precisa digitar "Yes" para continuar, caso apenas dê Enter ele aborta a operação.

Ele vai verificar toda a estrutura do sistema de arquivos e indicar os erros encontrados. O próximo passo é usar a opção "--fix-fixable":

# reiserfsck --fix-fixable /dev/hda1

Este segundo comando efetivamente corrige todos os erros simples, que possam ser corrigidos sem colocar em risco as demais estruturas do sistema de arquivos. Em 90% dos casos isto é suficiente.

Caso seja encontrado algum erro grave, ele vai abortar a operação. Estes erros mais graves podem ser corrigidos com o comando:

# reiserfsck --rebuild-tree /dev/hda1

Este comando vai reconstruir do zero todas as estruturas do sistema de arquivos, vasculhando todos os arquivos armazenados. Esta operação pode demorar bastante, de acordo com o tamanho e quantidade de arquivos na partição. Nunca interrompa a reconstrução, caso contrário você não vai conseguir acessar nada dentro da partição até que recomece e realmente termine a operação.

O "--rebuild-tree" vai realmente corrigir qualquer tipo de erro no sistema de arquivos. Ele só não vai resolver o problema caso realmente existe algum problema físico, como, por exemplo, um grande número de setores defeituosos no HD.

Finalmente, caso você esteja usando uma partição formatada em XFS, comece com o:

# xfs_check /dev/hda1

Ele vai indicar os problemas encontrados. Para realmente corrigi-los, rode o:

# xfs_repair /dev/hda1

Assim como no caso do reiserfsck, todo o processo é automático. Ao contrário do EXT2, tanto o ReiserFS quanto o XFS são sistemas de arquivos muito complexos, por isso qualquer intervenção manual só aumentaria a possibilidade de destruir tudo.

Mas, ambos incluem algumas opções avançadas, que podem ser especificadas no comando. Você pode dar uma olhada dentro dos manuais: "man reiserfsck" ou "man xfs_repair".