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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Provedores orientam sobre fim do uso da porta 25 para envio de e-mails



:: Da redação*
:: Convergência Digital :: 25/02/2010

O envio indiscriminado e abusivo de milhões de mensagens indesejadas via e-mail, conhecido como SPAM, entope servidores de e-mail e caixas postais de usuários com e-mails falsos que induzem o internauta a contaminar seu computador com vírus eletrônicos e outras ameaças à sua segurança e privacidade. Isso é, literalmente, uma praga para a comunidade virtual, que tem na Internet uma ferramenta de trabalho, educação e entretenimento, fazendo também aumentar os custos de usuários e provedores com a aquisição de ferramentas de proteção.

Para o envio de e-mails, antes da nova orientação dos provedores, os usuários tinham que configurar seu software de correio eletrônico para conectar-se à porta 25 (TCP), utilizada pelos servidores SMTP para os envios das mensagens.

Esta utilização da porta 25 tem sido motivo de amplos debates na comunidade provedora e usuária de Internet. A luta contra o envio de SPAM movimenta os provedores de serviços de Internet há anos e resultou na recomendação do Comitê Gestor da Internet (CGI.br) para o bloqueio da porta 25 do protocolo TCP, devendo-se ser utiliza uma outra porta em seu lugar. De acordo com os provedores, esta medida não tem a pretensão de resolver o problema do SPAM, mas terá eficiência na redução de seu volume, por isso a importância em sua adesão.

Esse processo de migração de portas já começa a ser seguido pelos os provedores, em benefício aos usuários de Internet, que, acompanhados por suas entidades representativas estão trabalhando para que ocorra o mínimo de inconvenientes a seus usuários.

As entidades que reúnem os provedores de serviços de Internet, entre elas a Abramulti, Abranet, Abrappit, Abrint, Aprova – PE, Aprova – PB, InternetSul, Rede Global Info e RedeTeleSul, começam a orientar seus associados a adotarem o bloqueio o mais rápido possível, fornecendo aos seus assinantes a nova porta a ser utilizada.

Não há prazo estabelecido para que todos os provedores sigam a esta orientação, mas todas as entidades envolvidas no processo contra o SPAM afirmam que esperam que, já no primeiro trimestre de 2010, a maioria dos usuários de Internet do Brasil já esteja com a nova configuração. Após isso, foi dado sinal verde para que as operadoras de Telecom apliquem filtros em suas redes e, assim, a adesão imediata à nova metodologia para evitar transtornos na fase de bloqueio que vem sendo considerada pelo mercado como vital.

CONAPSI

Conselho Nacional dos Provedores de Serviço de Internet, também orienta os usuários de Internet a exigirem de seus provedores a troca para a nova porta, que é um processo simples e será orientado por seu provedor, tanto através de e-mails ou páginas explicativas em seu site quanto através do respectivo canal de suporte, caso o internauta tenha alguma dificuldade.

Maiores informações: http://www.antispam.br/admin/porta25/.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Segurança: Conheça os cinco passos para evitar a ação dos vírus oportunistas




:: Da redação
:: Convergência Digital :: 14/01/2010

Cuidar da segurança e evitar ataques aos PCs e às redes é missão crucial das corporações de qualquer porte hoje em dia.Para Adriano Filadoro, diretor de tecnologia da Online Brasil, empresa de estratégias em tecnologias e negócios, é necessário estar atento à quantidade de vírus que geralmente se instalam no computador quando há negligência da parte do usuário.

"Principalmente hoje em dia, quando 10% dos executivos de uma empresa costumam carregar seus notebooks e laptops pessoais no trabalho, é importante a empresa investir em uma eficiente solução antispam, um antivírus e um firewall – ferramenta que controla o fluxo de informações que entram e saem de cada computador pertencente à rede", observa o especialista. Ele destaca cinco pontos necessários para exterminar os vírus oportunistas:

Isolar - "A primeira providência que se deve tomar assim que se desconfia da presença de vírus no computador é desconectar o equipamento da rede. Caso o vírus já tenha infectado outras máquinas da rede, cancele a internet temporariamente para evitar que o vírus se espalhe ainda mais através do envio de e-mails automáticos".

Diagnosticar - "Com um programa apropriado é possível identificar o problema. Caso essa solução não esteja disponível, vale a pena investir num software do gênero ou contar com empresa especializada".

Tratar - "Em 80% dos casos, o software específico poderá livrar o computador da infecção. Entretanto, sempre que surge um novo vírus, uma nova ameaça, não costuma haver soluções definidas para o problema. Nesse caso, é necessário recorrer a updates ou ainda às empresas especializadas".

Prevenir - "Não é necessário sentir um medo real de perder todas as informações contidas no computador para se aprender a valorizar mais a segurança da rede. Tais situações nos mostram que é necessário adotar um novo comportamento e estar sempre atualizado quando se trata de segurança virtual".

Proteger -"Ainda que a empresa tenha um departamento especializado ou conte com uma prestadora de serviços eficiente, é sempre interessante manter o software antivírus atualizado e renová-lo anualmente, lembrando de fazer um back up de todas as informações estratégicas com frequência".

De acordo ainda com o executivo da Online Brasil, outra medida necessária para evitar a virose virtual está relacionada com o comportamento da equipe de trabalho. 

"Quem atua na área administrativa deve saber que nunca, contra nenhum argumento, deve informar senhas para quem quer que seja, sob pena de se arrepender amargamente depois que invadirem seus arquivos mais importantes ou a conta bancária da empresa. Os bancos inclusive costumam deixar lembretes na página de abertura dos sites para que seus correntistas se previnam contra os mais recentes golpes", observa Filadoro.

Na opinião do consultor, utilizar a hora de almoço para acessar diversos sites também costuma resultar em problemas para a empresa. "É importante que cada colaborador entenda que não pode ficar navegando de um site para outro sem ter certeza de que se trata de um ambiente seguro. Abrir spams, fotos e vídeos anexados à mensagem de e-mail também pode levar à completa destruição de dados estratégicos", completa o analista.


Operação Aurora: Recomendação é manter alerta máximo



:: Da redação
:: Convergência Digital :: 18/01/2010

Alerta máximo está mantido para combater o Aurora, supostamente criado na China, e que visa a captura de informações de propriedade intelectual. Até o momento, segundo reportes, mais de 30 empresas, entre elas, o Google e a Juniper Networks, já foram alvo da ação dos cibercriminosos. O Aurora, inclusive, acirra o clima entre os governos dos EUA e da China.

"Este é o maior e mais sofisticado ciberataque que vimos nos últimos anos dirigido a empresas específicas", diz George Kurtz, CTO mundial da McAfee. "Trata-se de um marco na história da cibersegurança devido à natureza orientada e coordenada do ataque", reforça o executivo.

Como desdobramento do ataque, os usuários do Windows estão diante de um perigo real e presente devido à divulgação pública de uma grave vulnerabilidade no navegador Internet Explorer.

Segundo a McAfee, o risco foi agravado, pois o código de ataque que explora a vulnerabilidade do Internet Explorer já foi postado em domínio público, ampliando a possibilidade de ataques generalizados. Mais de 30 empresas no mundo alegaram ter sofrido o mesmo ataque que atingiu o Google; além disso, a lista de vítimas do ciberataque continua crescendo.

A empresa de segurança chama esse ataque de "Operação Aurora" e, nesta segunda-feira, 18, divulgou orientações detalhadas para auxiliar as empresas a determinarem se foram afetadas pelo ataque — que ocorreu entre os feriados de dezembro de 2009 e o início de janeiro.

As orientações da McAfee para clientes estão divididas em três etapas:

1)A primeira recomendação é verificar se estão utilizando os arquivos de definições de ameaças mais recentes e executar uma varredura completa em todos os computadores da empresa;

2)Inspecionar o histórico do tráfego da rede para verificar se houve comunicação com sistemas externos associados ao ataque.

3)Examinar os computadores para verificar se há arquivos específicos ou atributos de arquivos relacionados ao ataque.

Para obter mais detalhes em relação às orientações, consulte o site da McAfee: http://www.mcafee.com/operationaurora

Perigo: McAfee alerta sobre a sofisticada ameaça Operação Aurora




Por Redação   
18 de janeiro de 2010

De acordo com especialistas da companhia, Blaster, Code Red e outros worms de alto risco são definitivamente coisa do passado. Agora a vulnerabilidade tornou-se mais sofisticada e atua sobre todas as versões do Microsoft Internet Explorer.

O McAfee Labs alerta para um novo ataque, chamado Aurora. O vírus explora as vulnerabilidades do Internet Explorer e foi usado para invadir várias redes corporativas em todo o mundo. De acordo com a empresa, seus especialistas informaram a Microsoft sobre essa vulnerabilidade e a mesma publicou um aviso reconhecendo a brecha de segurança e garantindo que enviará em breve um pacote de correção aos seus usuários.
 
"Durante nossa investigação, descobrimos que uma das amostras de malware envolvida nesse amplo ataque que envolveu o Google, recentemente, explora uma nova vulnerabilidade, desconhecida pelo público em geral, encontrada no Microsoft Internet Explorer", afirma George Kurtz, CTO mundial da McAfee. "É uma nova ameaça de dia-zero no Internet Explorer", complementa.
 
Como na maioria dos ataques direcionados, os invasores obtêm acesso a uma organização por meio do envio de um ataque adaptado, direcionado a uma ou mais pessoas. Há suspeitas de que os alvos do ataque foram pessoas com acesso a propriedades intelectuais valiosas.
 
Segundo Kurtz, os ataques parecem vir de fontes confiáveis, o que leva a vítima a cair na armadilha, clicando em um link ou em um arquivo. É nesse momento que ocorre a exploração, aproveitando-se da vulnerabilidade do Microsoft Internet Explorer.
 
Assim que o malware é baixado e instalado, ele abre uma entrada secundária, permitindo que o invasor realize o reconhecimento e obtenha controle total sobre o sistema comprometido. Assim, o invasor pode identificar alvos de grande valor e roubar dados valiosos de empresas.
 
Apesar da identificação da vulnerabilidade no Internet Explorer como um dos vetores de ataque nesse incidente, muitos dos ataques direcionados envolvem uma mistura de vulnerabilidades de dia-zero, combinadas a cenários avançados de engenharia social. Sendo assim, pode ser que haja outros vetores de ataques desconhecidos até o momento.
 
Sobre a Aurora
Na visão de George Kurtz, Blaster, Code Red e outros worms de alto risco são definitivamente coisa do passado. A variedade atual de malware é bastante sofisticada, altamente direcionada e projetada para infectar, ocultar o acesso, roubar dados ou modificar dados sem detecção, o que é ainda pior.
 
"Esses ataques altamente personalizados, conhecidos como APT (ameaças persistentes avançadas), foram originalmente presenciados pelos governos, sendo que a mera menção de seus nomes causa terror em qualquer combatente ao cibercrime. Na verdade, eles são equivalentes aos jatos modernos em um campo de batalha. Com precisão detalhada, eles distribuem sua carga fatal. Quando são descobertos, já é tarde demais", comenta Kurtz.
 

Para a McAfee, a Operação Aurora está novamente alterando o cenário de ciberameaças. Esses ataques mostraram que empresas de todos os setores são alvos muito lucrativos. Muitas se mostram extremamente vulneráveis a esses ataques direcionados, oferecendo um bem extremamente valioso: a propriedade intelectual.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

E a historia continua

Desde os primórdios até hoje em dia .... pouca coisa mudou.


SEATTLE - Um tribunal americano de apelações confirmou um veredicto do júri contra a Microsoft por infração de patente de uma pequena empresa de software canadense.

A gigante deverá pagar uma multa de 290 milhões de dólares e não poderá comercializar versões do Word que contem o programa relacionado com a patente.

A decisão pode sinalizar o final de uma longa disputa entre a Microsoft e a i4i, com sede em Toronto.

No dia 12 de agosto, um júri federal dos EUA decidiu um favor da i4i, acusando a Microsoft de desrespeitar uma patente relacionada com o uso de XML nas versões de 2003 e de 2007 do Word.

O júri chegou à conclusão de que a gigante deve pagar 290 milhões de dólares pelos prejuízos causados à i4i e o tribunal aceitou a solicitação da i4i para que a Microsoft seja proibida de vender versões do software que contenham a tecnologia.

A Microsoft não poderá mais comercializar esses produtos a partir do dia 11 de janeiro de 2010.

Entretanto, analistas da indústria acreditam que provavelmente haverá um acordo entre as empresas e a fabricante do Word pagará um royalty à i4i pela patente.

"A i4i está satisfeita com a decisão do tribunal, porque representa uma importante vitória dos direitos autorais dos pequenos inventores", declarou em comunicado a companhia canadense.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Segurança de Informação - Engenharia Social x Paranóia





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Por Lino Garzón Sandoval*   

A segurança da informação começa muito antes de quebrarmos as cabeças idealizando algoritmos e ferramentas de proteção de dados contidos em meios físicos. O objetivo do presente artigo é familiarizar os leitores com o termo Engenharia Social, que pode parecer raro e distante mas, na prática, nos acompanha bem de perto.

1. INTRODUÇÃO
Começaremos por trazer o conceito dado de Engenharia Social pela Wikipédia, a enciclopédia livre e que textualmente diz:
"Engenharia Social consiste em uma série de técnicas utilizadas por fraudadores a fim de obter acesso não autorizado a sistemas computacionais e não computacionais. De uma forma geral, é considerada engenharia social o ato de invadir sistemas aproveitando-se de falhas humanas. A maioria das técnicas de engenharia social consiste em obter informações privilegiadas, enganando os usuários de um determinado sistema por meio de identificações falsas, aquisição de carisma e confiança da vítima."
O objetivo do presente artigo é familiarizar os leitores com o termo Engenharia Social, que pode parecer raro e distante mas, na prática, nos acompanha bem de perto.

2. COMPORTAMENTOS

Seremos apresentados à chamada arte de enganar pessoas para obter ganhos e lucros, que variam desde informações sigilosas até dinheiro.
É bom salientar que existem manifestações destas práticas já contempladas e punidas no nosso código penal.

2.1 O Erro Humano
O conceito de Engenharia Social coloca no centro da definição o erro humano. Mais do que isso, devemos entender o comportamento involuntariamente indiscreto das pessoas, que facilita a abordagem dos atacantes.
    É bom destacar que nem sempre os virtuais inimigos chegam com as intenções de sondagem e procurando informações. No entanto, o nosso proceder pode favorecer o surgimento de posturas inesperadas por parte dos interlocutores, que inquestionavelmente estão prestes a reagir a qualquer estímulo e são capazes de achar brechas nos lugares mais recônditos do pensamento.
Nos tempos atuais, em que são levantadas as bandeiras de atendimento ao cliente, se proliferam técnicas e metodologias de CRM  e de cruzamentos impensáveis de informações. O objetivo destas ações é descobrir regularidades do mercado e dos atuantes e assim tomar providências certeiras para alavancar os negócios. Neste momento, as organizações se descuidam de um elemento que pode ou poderá causar danos consideráveis à estrutura empresarial, às vezes tão cara e cuidadosamente concebida: o capital humano.
Refiro-me ao funcionário ou colaborador interno, que deve ser visto como cliente primário, primordial e não menos importante do que todos os que fazem parte do cenário da organização, incluindo o chamado cliente final.
    Os prejuízos causados pelo descuido e a não observância de pequenos detalhes do dia a dia conduzem a hecatombes a curto, médio ou longo prazo.
Um trabalhador insatisfeito vira cruelmente alvo de sujeitos ávidos e sedentos de informações e, como consequência, a empresa fica cada vez mais vulnerável, jogando por terra todos os esforços e medidas tomadas para alcançar um objetivo.
A solução em hipótese alguma seria demitir profissional, porque estes podem surgir todos os dias e a estabilidade da empresa estaria comprometida se não conseguíssemos diminuir a rotatividade da equipe, melhorando o ambiente de trabalho.
Pessoas insatisfeitas, seja com as condições de trabalho, seja com os seus superiores, constituem um elemento frágil. Explorá-las é muito mais simples do que alguém atine a imaginar. Elas podem falar e intencionalmente prejudicar seus superiores de alguma forma.
Dados do concorrente são até legalmente acessíveis e números nem sempre falam nem condizem com realidades que só o contato com os diretamente envolvidos nos processos podem oferecer.
Existem questões do afazer cotidiano da organização, pormenores impossíveis de mensurar e que acontecem nas células motoras da empresa. É nestas áreas que opera aquele sujeito desvalorizado, que ao tempo que desempenha uma função vital, é tido como menos importante, quando de fato não o é, nem em respeito, nem em consideração e muito menos em remuneração.
Quero alertar sobre o termo remuneração que, de maneira geral, é direta e estritamente associado ao salário. Pensar assim é um erro. Existem inúmeras formas de valorizar um funcionário, mas este é tema para outra oportunidade.
O ambiente em que acontecem os processos, as pequenas falhas, os detalhes da dinâmica cotidiana da empresa, pormenores, comumente não estão escritos. Pareceres, diferentes pontos de vista, reportam significativos aportes para quem está interessado em se aproveitar de qualquer deslize.

2.2 Manipulação das fraquezas
Como todo ser social, o indivíduo ao precisar exteriorizar as mágoas, ao fazer comentários, de maneira reiterada transmitirá particularidades da sua vida para pessoas mais próximas, ou para receptores por vezes não vinculados a sua história. Os assuntos do trabalho não fugirão, pelo contrário, o lugar em que trabalhamos ocupa um espaço essencial nas nossas vidas e negar esta realidade seria condenar um resultado.
Compete a todos os envolvidos a responsabilidade pelo comportamento dos processos nos quais nos inserimos, assim como os prováveis efeitos das nossas ações.
Os manuais e procedimentos regulam como deve ser o desenvolvimento das atividades, mas as peculiaridades de cada circunstância se transformam em experiências, cujo conhecimento tem um valor inestimável. Cada um dos participantes terá a sua própria visão de um mesmo assunto, e estes ângulos podem ser muito proveitosos para quem procura informações.
Estes dados podem servir aos adversários para criar uma espécie de vantagem, se preparando melhor do que nós, sendo esta talvez a menos nociva das consequências, já que corresponde a cada um crescer cada dia mais e constantemente se superar. Mas, na realidade, sem pretender colocar o mercado como um campo de batalhas, os concorrentes poderiam usar estas informações para corroer nossas estruturas e debilitar nossas forças.
Os incapazes preferem destruir o mundo dos outros a construir o próprio. Desafortunadamente, o espaço para os inaptos não se esgota, sempre há lugar para novos entrantes.
Informações, resquícios de novos empreendimentos e vestígios de futuros direcionamentos são muito importantes. Na atualidade, o intelecto diferenciado, num mundo em que a inteligência atingiu níveis elevados e o conhecimento se dissemina a velocidades supersônicas, encontrar um "a mais" tem um valor incalculável.
Não é menos certo que os recursos estão ao alcance de todos. No entanto, a maneira de usá-los e a eficiência na aplicação das doses desejadas de cada componente da fórmula perseguida estão associadas às capacidades do homem, que está no centro do processo.

2.3 Vulnerabilidade da informação que carregamos
Os chamados invasores munem-se de técnicas, em ocasiões, bastante sofisticadas e, em outras, se valem das situações mais comuns no contato direto com as pessoas. Dessa forma, estão providos das mais básicas regras de relacionamento, fazendo um uso racional de cada ardil previamente estudado.

3. MODOS DE OPERAÇÃO

Qualquer um pode se tornar um destruidor da calma alheia. Sempre confiamos que o lado do mal terá cada vez menos adeptos, mas cabe a nós nos manter na área do bem, fortes e protegidos.
Para alguns, a engenharia social é a combinação de "espiões", que muitas vezes não se autocatalogam como tal, e de "traidores", que na maioria das ocasiões se convertem inconscientemente.
    Às vezes, a confiança e a segurança transitam por caminhos diametralmente opostos. Existem pessoas que convivem com a máxima de que, na medida em que menos confiam e praticam mais a discrição, ficam ou se sentem mais seguras.
     O lixo empresarial pode conter um arsenal, que faria inveja a qualquer invasor. Geralmente, rascunhos, senhas e anotações podem ser facilmente encontrados.
    Vale observar que os ataques podem ser precedidos de todo um processo de estudo da vítima – costumes, hábitos e horários para estabelecer as bases da aproximação fatal.
    Eles alinham as redes de contatos, criam empatias e identificações súbitas e espontâneas, chegam até a ficar íntimos. Estudam a cultura das organizações e de seus funcionários em particular.
    Indiscutivelmente, a internet com seu caráter extremamente democrático, que permite a cada um ser quem quiser do outro lado do teclado, tem facilitado brincar com as debilidades humanas.
    Pode parecer incrível, mas eles se apoiam em muitos casos no fator sorte e ficam a espera de descuidos ou provocando-os. Estas reflexões visam a ir um pouco além da conhecida atividade incessante de hackers e intrusos de várias categorias.
    As ações no domínio da Engenharia Social enfatizam a interação humana, compreendendo habilidades de enganar pessoas para conseguir violar os procedimentos de segurança estabelecidos e obter as informações procuradas.
    Por erros nas políticas empresariais, às vezes os indivíduos não têm ciência exata do valor da informação que possuem e por esta mesma razão, não se preocupam em protegê-la.
As organizações precisam investir em educar e treinar seus colaboradores.  Nesta sociedade do conhecimento, em que um altíssimo percentual da atividade humana se reduz a processar informações e a informação eleva-se a um ativo cada vez mais valioso, vale a pena assumir esta linha de investimento.
    A própria idiossincrasia dos humanos faz com que sejamos o elo mais vulnerável dentro de um sistema de segurança. Egos, inconformidades, anseios, necessidades de expressão, de aparecer, de reconhecimento e de socialização facilitam o trabalho dos "caçadores".
Podemos concluir que as soluções técnicas, por si só, não são suficientes para garantir a segurança da informação. É frequente ouvir nas empresas usuários reclamarem de ser "constantemente" impelidos a trocar de senha. Haja tempo!, haja paciência!.
Talvez isto aconteça em razão de o departamento de TI não ter escolhido a opção mais idônea para garantir a relativa segurança. Os motivos podem ser variados, desde escassez de recursos finaceiros até problemas de gestão.
O trabalho diário e bem estruturado com o capital humano pode minimizar a vulnerabilidade de um sistema de segurança. Explorar a ingenuidade humana é um dos meios mais eficientes de quebrar a segurança das redes.

4. CONSIDERAÇÕES GERAIS

Sobriedade e discrição podem ser treinadas. Faça um pequeno teste de autoconhecimento: suponhamos uma situação em que você vai se encontrar pela primeira vez com uma pessoa e, para o encontro, você fez uma autopreparação, definindo os assuntos a tratar e, mais do que isso, quais informações pessoais passará. Finalizado o encontro, faça o seu balanço, seja bem crítico consigo mesmo. Sempre é bom saber até que ponto podemos contar conosco e o quanto sabemos de nós.
Isto não é uma arenga ao desânimo nem uma apologia a se alienar num submundo estreito e pouco rico. É simplesmente um aviso para nos tornarmos cada vez mais inteligentes e não permitirmos a entrada impiedosa de espertos de plantão.
A palavra certa está próxima de sigilo, de segredo e de discrição, sem beirarmos a desconfiança absoluta nem atolarmos na paranóia patológica de doentes mentais.
É apenas um chamado a fazermos um compêndio de todas as posições citadas na medida certa para cada caso, acharmos um equilíbrio e sabermos que existem coisas e objetivos de vida que, infelizmente, para se conseguir, têm que ficar ocultos.
O fator surpresa não é só inerente às guerras, é aplicável também às lutas que ganhamos e que às vezes também perdemos.

5. CONCLUSÃO

Muito cuidado, mas sem neuras!
Fica em aberto o impasse sobre o que é correto e o que é inadequado. Uns poderão seguir o caminho dos que não se preocuparão, até levarem um susto, já que infelizmente ninguém costuma escarmentar por cabeça alheia. Outros adotarão o tradicional provérbio de que "o seguro morreu de velho". Do contrário, nos restará simplesmente sermos coerentes com o curso dos acontecimentos.
Para finalizar, uma dica no mínimo interessante: É bom ir perdendo o costume de responder sempre à pergunta quando alguém liga para sua casa ou para o seu celular: Quem fala? A melhor resposta seria outra pergunta: Deseja falar com quem?
Zele pelo seu espaço, não deixe os invasores entrarem para, posteriormente, se lamentar: Como ele soube que eu moro aqui? Como obteve essas informações?
Estimule as pessoas a se apresentarem, elas podem até cometer erros grosseiros por não estarem preparadas para reações imprevistas, entenda-se oferecer esclarecimentos ou responder a perguntas que não foram contempladas no espectro das possibilidades do invasor.
Fique atento a cada detalhe por pequeno que ele pareça. E agora vem a pior parte, aquilo que talvez não gostaríamos de ler, nem de ouvir ao chegarmos a esta altura da leitura. Mesmo tomando todos os cuidados aqui descritos e outros que não foram abordados no corpo do artigo, não ficaremos isentos do ataque com certa eficiência por parte dos invasores.
Contando supostamente com 100% de imunidade e proteção, a preservação não está totalmente garantida. O que sim, é certo, é que não conseguirão tudo o que se propuseram e saberão que estamos atentos. Em outras palavras, dificultaremos as intenções.
    Lembre que sempre há tempo para mudanças positivas. Ser loquaz não implica ser obrigatoriamente indiscreto. Não só as palavras têm a capacidade de dizer. Será que o silêncio fala?

6. REFERÊNCIAS

[1] Wikipédia – A Enciclopédia livre.
 

Lino Garzón Sandoval é engenheiro de Automação da Schneider Electric e professor da Fundação Getúlio Vargas

( lino.garzon@br.schneider-electric.comEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo )


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Por que sobram vagas e faltam candidatos qualificados em TI?


http://imasters.uol.com.b

Não é de hoje que se fala que o mercado brasileiro de TI está carente de bons profissionais. Pessoas com formação acadêmica, contudo, não conseguem boas colocações e muitas até desistem da área. O que está errado?

Uma pesquisa de outubro deste ano, divulgada pela Você S/A e realizada pela H2R, mostra que a falta de habilidade técnica é o principal problema para que o candidato consiga um emprego, especialmente na área de TI. Segundo a pesquisa, 57% das empresas qualificam a habilidade técnica como a mais importante característica desejável do candidato. Em segundo lugar está a formação acadêmica (23%), seguida pela disputa de talentos (19%), idiomas (12%) e habilidades comportamentais (11%).

Inicialmente, temos que considerar que o mercado brasileiro de TI tem crescido nos últimos anos a taxas superiores às da economia. Como há escassez de profissionais qualificados, cada vez fica mais difícil contratar os especialistas. E as empresas vão aumentando a quantidade de vagas abertas, sem profissionais qualificados para preenchê-las.

Por qual motivo isso acontece? A carreira de TI nem sempre é a primeira escolha dos estudantes universitários. Muitos confundem o profissional de TI com os "nerds" que não possuem vida social e só pensam e vivem em função dos computadores. Isso é um grande engano. Claro que há áreas e setores em que os "nerds" são necessários, mas isso acontece muito mais no exterior do que no Brasil. Aqui as empresas precisam de profissionais que saibam analisar sistemas, programar, gerenciar redes de computadores e banco de dados. Precisam de profissionais que entendam de negócio e saibam aplicar o conhecimento técnico na solução de problemas. Poucas empresas se dedicam a "criar" novas tecnologias - ambiente natural onde o "nerd" se desenvolve.

Muitas das melhores universidades brasileiras na área de TI, porém, se dedicam a formar "nerds". E muitos dos que se aventuram na área pensam que somente estes cursos darão a formação necessária para se entrar no mercado de trabalho.

Miopia de ambos os lados. Cursos mais rápidos, mais diretos e com foco no mercado de trabalho existem. São os cursos superiores de tecnologia, que propõem formar um profissional preparado para atuar em segmentos específicos na área de TI. E, por serem especializados, terão a habilidade necessária e requisitada pelas 57% das empresas pesquisadas. A mesma reportagem da Você S/A indica a necessidade de "Engenheiros Tecnólogos", ou seja, profissionais que ponham a mão na massa. Afinal, não adianta ter muitos caciques e quase nenhum índio... Ao optar por um curso de Engenharia, o aluno faz um curso mais longo, demora para entrar no mercado de trabalho e, depois que entra (se entrar), terá que se especializar para dar resultado à empresa.

Enquanto as universidades não formarem profissionais para as vagas em aberto no Brasil, este panorama continuará igual. Enquanto as empresas, por sua vez, não perderem o preconceito de contratar tecnólogos, continuarão recebendo alunos com habilidade aquém da necessária para cumprir seus contratos e os inúmeros postos de trabalho continuarão em aberto.