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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Empresas que estarão no Parque Tecnológico da Bahia no início de 2012

Reprodução do texto da SECTI que divulga a relação das primeiras empresas que estarão no Parque Tecnológico da Bahia no início de 2012


Geral - 23/01/2012 14:28


Divulgada relação das primeiras empresas que estarão no Parque Tecnológico da Bahia no início de 2012

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) divulgou a relação do primeiro grupo de empresas que vão desenvolver pesquisas aplicadas no novo Parque Tecnológico da Bahia, previsto para ser inaugurado no início do próximo ano, na Avenida Paralela, em Salvador. As empresas classificadas participaram de uma chamada pública e suas propostas foram submetidas a critérios técnicos avaliados por uma comissão julgadora da SECTI. São elas: IBM Brasil, Sábia Experience Tecnologia S.A, Indra Brasil S.A e Portugal Telecom.

Essas empresas vão agora desenvolver atividades de pesquisa e inovação no TecnoCentro, o prédio central do Parque Tecnológico, e poderão ficar no espaço por até quatro anos, pagando uma taxa e mais as despesas decorrentes das atividades. Uma nova chamada pública em janeiro vai definir outras empresas que ocuparão o espaço. Além dessas quatro classificadas no edital, institutos públicos de pesquisa vão estar presentes no TecnoCentro nessa fase de implantação e também empresas participantes da incubadora que vai funcionar no Parque.

Como lembra o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, o Parque vai atuar com pesquisa aplicada, isto é, produtos e processos que possam ser absorvidos pelo mercado. Para tanto, a SECTI e a Fapesb (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia) vão conceder bolsas, por meio do Programa de Desenvolvimento de Recursos Humanos em Apoio à Pesquisa e Inovação no Parque Tecnológico da Bahia – ProPARQ.

Por meio do ProPARQ, o governo estadual concederá bolsas a pesquisadores que atuam em áreas estratégicas do Parque, nos campos de Biotecnologia e Saúde, Energias e Engenharias, e Tecnologia da Informação e Comunicação. A iniciativa é um investimento do Governo do Estado para atrair os melhores pesquisadores do Brasil e do exterior para a Bahia. "O programa de bolsas ProPARQ é uma ferramenta para contribuir que as empresas e instituições consigam atrair e fixar profissionais qualificados no Estado. São eles que vão permitir que o Parque Tecnológico da Bahia desenvolva produtos e processos inovadores com alto valor agregado", destaca o secretário.

Os valores da bolsa são variados, podendo chegar a R$ 14 mil mensais e a meta é financiar aproximadamente 100 pesquisadores. O secretário lembra ainda que este instrumento é um diferencial definitivo para a atração de empresas, já que elas têm a garantia de que poderão formar uma equipe qualificada, com os melhores talentos.

Perfil das empresas vencedoras da Chamada Pública

IBM Brasil Indústria de Máquinas e Serviços LTDA – A IBM, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, presente em 170 países, é líder em soluções completas de TI que envolvem serviços, consultorias, hardware, software e financiamento. Hoje a IBM possui soluções de ponta a ponta, adequadas a empresas de todos os portes e perfis de negócios. Emprega cerca de 400 mil pessoas em todo mundo. A IBM pretende desenvolver no Parque produtos como Tivoli, Translation Service Center, Webshepre, Information Managment, Rational, Linux IBM Technology Center.

Sábia Experience Tecnologia S.A – A empresa catarinense oferece soluções tecnológicas inovadoras a partir da plataforma Experience que integra ambiente, hardware, software e conteúdo interativo. A vinda para o Parque tem como principal objetivo ampliar seu modelo de negócio/operação criando sua unidade no Nordeste. A empresa pretende desenvolver seu portfólio de produtos vislumbrando o desenvolvimento de projetos e negócios nos seguintes setores: setor de petróleo com ênfase no pré-sal, governos das cidades sedes da Copa 2014, setor de marketing e varejo.

INDRA Brasil S.A – Multinacional de origem espanhola que está entre as primeiras companhias europeias por capitalização em bolsa do mercado de tecnologia da informação. Líder mundial na gestão de tráfego aéreo, no monitoramento de fronteiras terrestres e marítimas. No Parque a empresa irá atuar no desenvolvimento e manutenção de softwares e sistemas a terceiros, criação de um centro de referência tecnológica para todo o grupo nos próximos anos. Produtos: fábrica de software, desenvolvimento de equipe centralizada em tecnologias java e mobile.

Portugal Telecom Inovação Brasil Ltda – A PT Inovação Brasil é uma empresa brasileira subsidiária da Portugal Telecom Inovação com mais de 60 anos de história em Portugal, braço de P&D do grupo Portugal Telecom, e a maior organização de P&D de Telecomunicações em Portugal. Criada em São Paulo em 2001 com a necessidade de garantir o sucesso de inovação do grupo PT no Brasil e atender principalmente uma grande operadora de celular, fornecendo tecnologia avançada para suporte a serviços, em 2008 a PT Inovação Brasil lançou sua filial em Salvador. No Parque Tecnológico a PT Inovação vai montar um Centro de Alta Tecnologia com P&D em telecomunicação e TIC para desenvolver serviços de redes inteligentes, gestão de campanhas e promoções com bases em comportamentos sociais, entre outros.

Fonte: SECTI

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Virtualização no Brasil: qual o tamanho do mercado a ser explorado

15 Agosto 2011

Tendência tem maior espaço entre grandes corporações, mas é irreversível.

Não há dúvidas de que, globalmente, a tecnologia de virtualização, capaz de potencializar a capacidade de processamento dos servidores de rede, já se popularizou no ambiente corporativo, tendo ainda muito a crescer nos mais diversos perfis e tamanhos de empresas. Previsões do Gartner apontam que 55% de toda a nova carga de trabalho no mundo será feita em servidores virtuais neste ano, contra 40% em 2009. Em relação às cifras, a consultoria calcula que o mercado mundial de virtualização vai chegar a US$ 4,2 bilhões em 2013 e se, as projeções se confirmarem, a movimentação em 2010 será de US$ 2,1 bilhões.

Mas e o Brasil, como está caminhando na adoção desta tendência que, globalmente, tem se mostrado irreversível? Bem, felizmente já podemos afirmar que por aqui a virtualização está cada vez mais perdendo o status de tendência para ser vista como realidade.

Obviamente, essa movimentação tem mais força entre as grandes corporações, mas já se percebem avanços também no segmento PME. A disponibilidade de produtos gratuitos, como o VMware Server e XEN (open source), entre outros, mesmo que com funcionalidades limitadas em comparação às versões pagas, facilitam a experimentação da tecnologia e ajudam a quebrar as resistências.

Promover o conhecimento sobre a virtualização e seus benefícios talvez seja o maior desafio a ser superado no mercado nacional. O suporte de mais de 90% de servidores em uma solução virtualizada é outro fato que tem contribuído significativamente para alavancar a tecnologia.

Para se ter uma ideia, o Brasil já representa atualmente aproximadamente 55% do volume de vendas da VMWare na América Latina. Empresas dos segmentos de Finanças, Governo, Telecomunicações e Data Centers são as que mais têm puxado esse movimento, mas, conforme dito anteriormente, a adoção vem gradativamente se espalhando para outras indústrias, inclusive entre as PMEs. Dados de mercado indicam que o volume de vendas da VMWare na América Latina corresponde a cerca de 5% do montante mundial, revelando o quanto ainda há de espaço para crescimento da tecnologia entre as empresas brasileiras.

Ou seja, a virtualização ficará com uma boa fatia dos investimentos em TI para 2011, à medida que forem crescendo o amadurecimento e a confiança quanto à instalação da tecnologia. Hoje já se nota no mercado que a aceitação aos servidores virtualizados vem crescendo inclusive para aplicações críticas, como as de ERP. O amadurecimento da tecnologia de virtualização dá garantia às empresas de que o nível de proteção é alto.

E por que, afinal, a virtualização é tão atrativa assim? Quais os benefícios concretos? Economia de recursos é, possivelmente, a resposta mais completa para a questão. Não podemos nos esquecer de que cada servidor possui sua fonte de alimentação própria. Num ambiente de virtualização, o número de servidores de uma companhia cai incrivelmente, uma vez que a tecnologia consolida e centraliza aplicações, tirando o máximo de aproveitamento dos recursos existentes.

Assim, economiza-se com aquisições futuras de hardware, refrigeração e energia elétrica. A forma de se fazer back up, algo sempre preocupante e custoso para a área de TI, também é otimizada em um ambiente virtualizado.

E então, é ou não um bom negócio apostar na tecnologia de virtualização? As empresas que optaram por essa iniciativa não se arrependem...